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Bibliotecas
[…] Os livros são também toupeiras ou minhocas, troncos caídos, maduros de uma longevidade inteira, os livros escutam e falam ininterruptamente. São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo e já do fim do mundo. Os livros esticam e tapam furos na cabeça. Eles sabem chover e fazer escuro, casam filhos e coram, choram, imaginam que mais tarde voltam ao início, a serem crianças. Os livros têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis para as ouvir rir e para as fazer brincar. Os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e o baixo, a esquerda e a direita de cada coisa ou coisa nenhuma. Nem pestanejam de tanta curiosidade. Podemos pensar que abrir e fechar um livro é obrigá-lo a pestanejar, mas dentro de um livro nunca se faz escuro. Os livros querem sempre ver e estão sempre a contar.
MÃE, Valter Hugo. Bibliotecas. Na Ponta do Lápis, ano XIV, nº 31, p. 20.
No texto, um dos recursos utilizados na referenciação ao sintagma “Os livros” é a prosopopeia.
Assinale a alternativa que contém exemplo desse recurso.
“...escutam e falam ininterruptamente”.
“...mas dentro de um livro nunca se faz escuro”.
“...são também toupeiras ou minhocas, troncos caídos”.
“...têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis”.
“...São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo”.
Assinale a alternativa cujo enunciado se apresenta sob a figura de linguagem conhecida como prosopopeia ou personificação.
Exijo que você estude muito, que você se sobressaia, que você lute, que você vença.
Comprei um belo Van Gogh e pendurei bem no meio da minha sala.
O brilho do luar tocava o rosto da menina, acariciando-lhe os lábios.
Espero que a família tenha conforto ao ver o ente querido passar desta para melhor.
Vá ao mercado e compre dentes de alho, pés de cebolinha e olhos de sogra.
Assinale a alternativa em cujo trecho destacado se encontra a figura de linguagem denominada “prosopopeia”.
O tique-taque do relógio era ouvido em todos os cantos da casa.
Devido à mastigação problemática dele, estava com muitas feridas no céu da boca.
Quando estamos vivendo momentos felizes, as horas passam voando.
Espero que o cãozinho não sofra ao passar desta melhor.
Na minha refeição matinal, costumo comer dois pratos de cereais.
Assinale a alternativa na qual NÃO seja possível identificar a ocorrência da figura de linguagem conhecida como personificação.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde fosse azul,
não houvesse tantos desejos. (Poema de Sete Faces – Carlos Drummond de Andrade).
As pedras limosas, por onde a tarde ia aderindo,
tinham a mesma exalação de água secreta,
de talos molhados, de pólen,
de sepulcro e de ressurreição.
E as borboletas sem voz
dançavam assim veludosamente. (Recordação – Cecília Meireles).
O mar passa saborosamente a língua na areia
Que bem debochada, cínica que é
Permite deleitada esses abusos do mar. (Folia no Matagal – Ney Matogrosso).
Como dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena. (Dois e dois: quatro – Ferreira Gullar).
Aprendi o segredo, o segredo
O segredo da vida
Vendo as pedras que choram sozinhas
No mesmo lugar. (Medo da Chuva – Raul Seixas e Paulo Coelho).
Leia atentamente o trecho abaixo:
"Naquele instante gelado, as palavras fugiam-lhe da boca como pássaros que, uma vez soltos, já não aceitavam retorno. Seu coração, endurecido pelo tempo, pulsava com o mesmo vigor de uma rocha inerte."
Considerando o uso estilístico da linguagem, a figura de linguagem predominante na última frase do excerto é:
metáfora.
hipérbole.
ironia.
prosopopeia.
metonímia.
As figuras de linguagem constituem um recurso especial de construção, valorizando e embelezando o texto.
Pensando nisso, analise as duas orações a seguir:
Despertou-me um som colorido.
Era uma beleza fria.
A figura de linguagem presente nas duas orações é:
Hipérbole.
Personificação.
Antítese.
Pleonasmo.
Sinestesia.
Leia o texto a seguir:
AUTORRETRATO
Até hoje, quando me olho ao espelho, fico assombrado. Então, eu sou aquilo que aparece escovando os dentes, fazendo a barba, verificando o estrago do tempo nos meus olhos? Sempre fui assim? Ou fui pior ou melhor? Quando escovo os dentes, por exemplo, sinto o gosto da infância que nunca foi embora, que me persegue e, em certo sentido, me ameaça.
Não pedi para nascer e muito menos para crescer. Não tenho nada com o adulto que substituiu a criança espantada diante do mundo, gostando e temendo o mundo. Fugindo e querendo ser do mundo. Não sou nostálgico, tenho até aversão aos nostálgicos. Sou melancólico — o que é outra coisa, apesar de parecida. Em criança, gostava das histórias em que um menino partia para conhecer o mundo, envolvia-se com os outros, o gigante que morava no castelo, o duende que morava na floresta, a bruxa de olhos verdes que tinha uma cesta de maçãs (como na história da Branca de Neve), a fada que não tinha rosto, silhueta apenas, e que, apesar de tudo, me protegia.
Gostando ou não dessa gente, eu não perdia a noção de que estava cumprindo um destino, uma missão: conhecer o mundo. Um dia voltaria para dentro de mim, farto dos outros, farto de mim mesmo. A busca transformou-se num retorno — por isso, talvez, minha atividade mais constante é escrever. Um gesto tão infantil como o de escovar os dentes, sentir na boca o gosto da espuma crescendo.
Um rito infantil que talvez nunca tenha mudado, é sempre o mesmo. Daí a pouca ou nenhuma importância que dou ao adulto que me sucedeu. É um farsante. Finge levar a vida com a seriedade possível, mas está louco para que a missão acabe e ele possa voltar a ser o menino que cresceu contra a vontade. Por isso, foi mudo até os cinco anos, não conseguia pronunciar nenhuma palavra, nenhum som articulado. E quando falou, falou errado. Trocava as letras, até os 15 anos tropeçava nas palavras. Fez testes (científicos na época) para avaliar o grau de sua dormência mental. No fundo, ele até que se distraía: falar errado ou nada falar era um recurso para não assumir a vida que não quis nem pediu. Até que fingiu bem. Entre mortos e feridos, teve seus momentos. Mais do que merecia ou precisava. Mesmo assim, nunca soube aproveitar esses momentos. Aos outros, sempre deu a impressão de não estar ali, de estar indo para outro lugar, aflito para ir embora e chegar a um lugar indeterminado onde não é esperado. Mas não importa. A convulsão de ir e de nunca chegar é um truque que ele aprendeu sem querer. Seria impossível viver sem esse truque.
O menino mudo até os cinco anos só falou quando levou um susto. Sua primeira palavra foi um grito. Prometeu-se nunca mais gritar, ainda que o preço do não grito fosse a palavra finalmente falada ou confusamente escrita. O menino encontrou um ofício, mas não um destino.
(Carlos Heitor Cony, do livro O harém das bananeiras)
Leia atentamente o trecho abaixo e indique qual foi a figura de linguagem utilizada:
"Quando escovo os dentes, por exemplo, sinto o gosto da infância que nunca foi embora, que me persegue e, em certo sentido, me ameaça."
Prosopopeia.
Anacoluto.
Hipérbole.
Eufemismo.
Metáfora.
Assinale a alternativa correta quanto as figuras de linguagem:
Com aquele olhos frios, disse que não gostava mais da amiga – sinestesia;
Meu pai tem vinte cabeças de gado – catacrese;
O rugido do rei das selvas é ouvido muito longe – metáfora;
Entregou a alma a Deus – personificação
“Do ensino infantil à pós-graduação, o sistema educacional brasileiro patina desastrosamente, como comprovam, de tempos em tempos, as avaliações feitas com nossos estudantes” (1º parágrafo). Nesse trecho do texto, lê-se que o sistema educacional brasileiro “patina”. Com isso, atribui-se uma ação humana a uma entidade que não é humana. Logo, verifica-se o emprego de uma fi gura de linguagem, que é:
hipérbato
catacrese
metonímia
prosopopeia
Ao analisar a frase: “No canto mais alto da sala, o relógio marcava o caminhar do tempo: tic-tac, tic-tac”, pode-se afirmar que a figura de linguagem predominante é:
metáfora.
prosopopeia.
antítese.
onomatopeia.
Texto:
“O vilarejo amanheceu cansado.”
O efeito de sentido da frase decorre do uso de qual figura de linguagem?
Metáfora, pois transfere a característica humana de “cansaço” ao vilarejo.
Eufemismo, por suavizar uma expressão negativa.
Metonímia, por substituir o vilarejo pelos habitantes.
Prosopopeia, por atribuir ação humana a um ser inanimado.
Na frase retirada do texto “A corrupção mina a confiança nas instituições”, a palavra “mina” expressa o uso de qual figura de linguagem?
Hipérbole.
Metáfora.
Personificação.
Comparação.
Pleonasmo.
No texto adaptado de Fabrício Carpinejar, observa-se o uso de figuras de linguagem como recurso estilístico para enriquecer a expressividade do discurso. No trecho:
"Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos."
Analise o uso das figuras de linguagem nesse trecho e assinale a alternativa correta:
O autor utiliza uma metáfora ao empregar o termo "tirania", associando-o a um regime de opressão que simboliza a obrigatoriedade imposta às demonstrações verbais de amor.
O termo "tirania" configura um exemplo de eufemismo, suavizando a crítica à imposição cultural de declarações constantes de amor.
Trata-se de uma personificação, já que o autor atribui características humanas à "tirania", como a capacidade de circular e impor regras.
A figura de linguagem predominante é a metonímia, pois "tirania" é usada como substituição de um todo (a sociedade) por uma parte (o conceito de obrigatoriedade).
Qual a figura de linguagem predominante no trecho: “Certa noite, lá estava ele novamente vendo o perfil de Irene, quando houve um terrível incêndio na vizinhança – um incêndio de proporções assustadoras.” (7º§)?
Antítese.
Metáfora.
Hipérbole.
Metonímia.
Prosopopeia.

Através do emprego dos verbos no gerúndio, no último verso da estrofe acima, tem-se exemplo de uma figura de linguagem denominada:
antítese.
eufemismo.
metonímia.
prosopopeia.
sinestesia.
Identifique a figura de linguagem presente no trecho a seguir:
“Chove, Chuva, chove sem parar.” (Jorge Ben Jor)
Zeugma.
Prosopopeia.
Metonímia.
Aliteração.
Antítese.
Qual é a figura de linguagem que aparece na última frase do texto?
Hipérbole.
Ironia.
Prosopopeia.
Metáfora.
Comparação.
No poema Da calma e do silêncio, Conceição Evaristo explora diferentes figuras de linguagem para construir imagens poéticas expressivas.
Nos versos finais:
“[...] há mundos submersos
que só o silêncio da poesia penetra.”
A figura de linguagem PREDOMINANTE é:
Metáfora.
Prosopopeia.
Hipérbole.
Antítese.
Metonímia.
Durante a leitura de um artigo de opinião, um estudante encontrou a seguinte frase:
"A juventude precisa ter voz no Congresso."
Refletindo sobre os recursos de linguagem, ele percebeu que o autor não se referia a cada jovem individualmente, mas à representação da juventude como grupo social. Esse tipo de construção está relacionado a uma figura de linguagem que consiste em substituir um termo por outro, em virtude de uma relação de contiguidade (como o autor pela obra, a parte pelo todo, o efeito pela causa, o lugar pelo habitante).
Com base nesse contexto, assinale a alternativa que indica corretamente a figura de linguagem utilizada:
Prosopopeia.
Hipérbole.
Metonímia.
Catacrese.
Metáfora.
Com base no texto "A fila do mineiro", de Fabrício Carpinejar, identifique a figura de linguagem presente na frase a seguir e assinale a alternativa correta:
"Rompe-se com aquele sentimento de rebanho, conduzido pelo vaqueiro em fileira devido às trilhas estreitas e obstáculos das pastagens."
Metáfora, pois a frase associa de forma implícita o comportamento das pessoas a um rebanho, criando uma relação de semelhança.
Metonímia, pois utiliza o termo "rebanho" para representar um grupo de pessoas que forma uma fila.
Hipérbole, pois há uma exageração intencional ao comparar o comportamento em filas ao de animais em pastagens.
Prosopopeia, pois atribui características humanas ao sentimento de rebanho, como ser conduzido pelo vaqueiro.