Questões de Concurso sobre Ritmo poético

 
 
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Reconhecer como se dá a estrutura de um texto pode ser essencial para sua plena compreensão. A principal diferença em relação às formas como os textos I e II são estruturados é que


A

o texto I se dá em prosa, e o texto II, em verso.


B

o texto I se divide em estrofes, e o texto II, em parágrafos.


C

a pontuação é essencial para a construção de sentido do texto I, mas não no texto II.


D

a consideração quanto ao ritmo é essencial para a leitura do texto I, e não para a do texto II.

Sobre o TEXTO 2 são feitas as seguintes assertivas.

I - Em “Oh, deusa da sabedoria!” (v. 1), a expressão “deusa da sabedoria” equivale a vocativo, termo oracional acessório.

II - Em “Abro o coração ao mundo inteiro!” (v. 7), o eu-lírico é a própria UFRJ, o que é revelado momentos antes, em “Sou UFRJ! A educação é a minha rota!” (v. 5).

III - Há emprego de rima como recurso estilístico como metodologização de sonoridade, ritmicidade e musicalidade, como ocorre em “Formação do cidadão,” (v. 20) em relação a “Incansável e mais forte a cada geração!” (v. 21).

IV - As estruturas das estrofes I e II apresentam igualdade de construção linguística e emprestam ao conjunto paralelismo rítmico.

Está(ão) correta(s):


A

I, II, III e IV.


B

II e IV, apenas.


C

I, II e III, apenas.


D

III, apenas.


E

I e III, apenas.

Preencha a lacuna e assinale a alternativa correta.


O ritmo poético, noção elementar do conceito de versificação, tem como principal característica a repetição e é assegurado pela utilização de alguns elementos, entre eles o(a) ___________, que está relacionado(a) com o desejo de harmonia imitativa, repetindo fonemas em palavras simetricamente dispostas.


A

aliteração


B

rima


C

cesura


D

distribuição das sílabas fortes e fracas


E

encadeamento

No texto, são traços da linguagem literária de Guimarães Rosa:


A

O uso de diminutivos, como “rabozinho”, e metáforas como “temperarem de escapulir”.


B

O emprego de marcas de oralidade, como “e” e “aí”, e o narrador em primeira pessoa.


C

Os neologismos, como “sopressado”, e repetições, como “tão depressa, tão depressa”.


D

O ritmo sintático próprio da prosa poética e a descrição pitoresca ou exótica do sertão.

Analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Uma característica comum às narrativas mais antigas é contar os feitos extraordinários de um herói. Por meio de longos poemas narrativos, um acontecimento histórico protagonizado por um herói ou por um povo é contado em estilo solene, grandioso.

( ) A poesia lírica surge como uma forma de expressar sentimentos e emoções pessoais pela voz do eu-lírico. Alguns exemplos dessa poesia são a elegia, a écloga, a ode e o soneto.

( ) Na poesia, além do significado das palavras, a sua sonoridade é a base para a construção de recursos poéticos, como o ritmo, a rima e o metro.

( ) A cena, num espetáculo teatral, é a unidade de ação das personagens. O mais importante, no gênero dramático, é o texto da obra; logo, corpo do ator na cena, assim como o cenário, o figurino e a iluminação têm pouca importância no desenrolar de uma peça.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

V – V – V – V.


B

V – V – V – F.


C

V – F – F – F.


D

F – F – V – V.


E

F – V – F – V.

Após a Leitura da quadrinha a seguir, analise as proposições com relação a esse gênero, assinalando (V) para verdadeiro e (F) para falso.

Até nas flores se vê

O destino e a sorte

Umas enfeitam a vida

Outras enfeitam a morte.

( ) Há neste gênero o emprego de recursos sonoros, métrica e ritmo que enriquecem a coerência temática do texto.

( ) Os mecanismos utilizados na formatação do gênero ampliam o significado das palavras, o que confere sentido ao texto.

( ) Os dois últimos versos apresentam a figura de linguagem paradoxo.

A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses é:


A

F, F e V.


B

V, F e V.


C

V, V e F.


D

F, V e F.


E

V, F e F.

No poemeto “I-Juca Pirama”, a crítica unânime tem admirado a ductibilidade dos ritmos que vão recortando os vários momentos da narração. Amplo e distendido nos cenários (...). Ondeante nos episódios em que se movem grupos humanos (...). Martelado nas tiradas de coragem, até o emprego do anepesto nas apóstrofes célebres da maldição.


(BOSI, A. História concisa da literatura brasileira. 35. ed. São Paulo: Cultrix, 1994).


Trecho 1


Tu choraste em presença da morte?

Na presença de estranhos choraste?

Não descende o cobarde do forte;

Pois choraste, meu filho não és!

Possas tu, descendente maldito

De uma tribo de nobres guerreiros,

Implorando cruéis forasteiros,

Seres presa de via Aimorés.


Trecho 2


Não vil, não ignavo,

Mas forte, mas bravo,

Serei vosso escravo:

Aqui virei ter.

Guerreiros, não coro

Do pranto que choro:

Se a vida deploro,

Também sei morrer.

(...)


(DIAS, G. Gonçalves Dias: poesias e prosa completas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008).


Alfredo Bosi, em sua leitura do poema indianista I-Juca Pirama, ressalta as qualidades rítmicas dos versos de Gonçalves Dias. Considerando os trechos extraídos do poema, podemos afirmar, com base nas observações de Bosi, que:


A

O trecho 1 e o trecho 2 apresentam o ritmo martelado.


B

O trecho 1 apresenta o ritmo amplo e distendido; e o trecho 2 apresenta o ritmo martelado.


C

O trecho 1 apresenta o ritmo amplo e distendido; e o trecho 2 apresenta o ritmo ondeante.


D

O trecho 1 e o trecho 2 apresentam o ritmo ondeante.

Considere as afirmações.


I -O ritmo leve, o acúmulo de elementos da natureza e o verso em redondilho maior dão ao poema um tom de poesia "popular''.

lI -Na última estrofe, o poeta vale-se de um recurso metalinguístico, no qual faz o poema voltar-se para si mesmo ao tecer um comentário sobre seu fazer poético.

IlI -Na última estrofe, o eu-lírico mostra-se "bem humorado" com as rimas que usou e apela para a compreensão do interlocutor.

IV -Trata-se de um poema que exalta a natureza brasileira, visto que só há referências a elementos naturais do Brasil.


Estão corretas somente:


A

I e II.


B

I e III.


C

II e III.


D

III e IV.


E

I, II e III.

Analise o parágrafo a seguir.


______ é a sucessão de sons fortes (sílabas tônicas) e sons fracos (sílabas átonas), repetidas com intervalos regulares ou variados que dão musicalidade (melodia) ao poema.

(http://www.cmidf.com.br/site/attachments/2098_VERSIFICA%C3%87%C3%83O.pdf)


Indique a alternativa que melhor preenche a lacuna acima.


A

Verso.


B

Ritmo.


C

Metrificação.


D

Sílabas gramaticais.


E

Rima.

Quanto à versificação, atribua (V) para verdadeiro ou (F) para falso aos itens e assinale a alternativa correta:


( ) Em poemas, as palavras podem ser utilizadas em sentido figurado, também chamado sentido conotativo.

( ) Metro é a extensão da linha poética, o número sílabas do verso.

( ) Versificação é a arte de fazer versos.

( ) Verso é o nome da linha do poema. Assim, cada linha constitui um verso.

( ) Ritmo é a música do verso. Para que um verso tenha ritmo, usam-se sílabas fracas, com intervalos regulares. A sequência rigorosa dessas sílabas é que dá ao verso música, harmonia e beleza.

( ) Rima é a identidade ou semelhança de sons, a partir da vogal tônica, entre duas ou mais palavras.


A

F – V – V – V – F – F.


B

V – F – V – F – V – V.


C

V – V – V – V – F – F.


D

V – V – V – V – V – V.

Verso é o nome que se dá a cada uma das linhas que constituem um poema. Ele apresenta quatro elementos principais: metro, ritmo, melodia e rima:


I - Metro: é o nome que se dá à extensão da linha poética. Pela contagem de sílabas de um verso, podemos estabelecer seu padrão métrico e suas unidades rítmicas.

II - Ritmo: é a sequência de notas (no caso da poesia, de sons) que, apresentando organização rítmica com sentido musical, se relacionam reciprocamente, de modo a formar um todo harmônico, uma linha melódica.

III - Melodia: é a sucessão de tempos fortes e fracos que se alternam com intervalos regulares. No verso, a melodia é formada pela sucessão de unidades rítmicas resultantes da alternância entre sílabas acentuadas (fortes) e não-acentuadas (fracas); ou entre sílabas construídas por vogais longas e breves.

IV - Rima: é a igualdade ou semelhança de sons na terminação das palavras: asa, casa; asa, cada. Na rima asa, casa há paridade completa de sons a partir da vogal tônica; na rima asa, cada a paridade é só das vogais. As rimas do primeiro tipo se chamam consoantes; as do segundo, toantes.


Está CORRETO o que se afirma em:


A

Todas as afirmativas.


B

Apenas II, III e IV.


C

Apenas I e IV.


D

Nenhuma das alternativas.

“Canto do Piaga” – Gonçalves Dias.


Não sabeis o que o monstro procura?

Não sabeis a que vem, o que quer?

Vem matar vossos bravos guerreiros,

Vem roubar-vos a filha, a mulher!


Fragmento extraído de Norma Goldstein, “Versos, sons, ritmos”. 13ª edição. São Paulo, 2001, pág. 28-29.

Neste fragmento de “Canto do Piaga” todos os versos obedecem ao mesmo esquema rítmico. Neste caso temos versos de:


A

dez sílabas.


B

nove sílabas.


C

oito sílabas.


D

sete sílabas.

 
 
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