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Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Pode-se afirmar que o texto é uma crônica, tendo em vista que se trata de uma abordagem pessoal a respeito de um tema cotidiano.
II. A autora apresenta profundo embasamento teórico e científico para suas afirmações, o que se percebe pelas citações que o texto traz.
III. Os ditos populares trazidos pela autora são parcialmente aceitos por ela, que questiona sua validade na contemporaneidade.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
Assinale a alternativa que indica o sentido correto introduzido pela palavra “Afinal” (l. 12).
Alternativa.
Oposição.
Comparação.
Conclusão.
Condição.
O texto a seguir é uma adaptação do seu original de Rui Neves Carreira, intitulado A nova censura. Considere-o para responder à pergunta.
A nova censura
Vivemos em uma era em que já não é preciso mentir para enganar. Basta um título ambíguo e inflamado, e o estrago está feito. Nunca foi tão fácil manipular a percepção pública, nem tão perigoso ser superficial.
As redes sociais, antes pontes de diálogo, tornaram-se arenas de espetáculo. E não há espetáculo mais barato que a indignação fabricada. Quantas vezes lemos apenas o título? Quantas vezes compartilhamos algo que confirma o que queremos acreditar, sem saber se é verdade? Pesquisas mostram que a maioria dos usuários não passa do título. Não leem, não refletem, apenas reagem.
Mas não é apenas uma questão cultural ou de gosto. É política, e gravemente política. Essa nova realidade digital não afeta todos da mesma forma. Os discursos mais simples, mais radicais e inflamados são os que viajam mais rápido. O algoritmo adora a fúria, recompensa o exagero e não tem ética.
É um terreno fértil para os demagogos. Eles não precisam provar nada, basta serem compartilháveis. Enquanto isso, os discursos mais equilibrados, mais complexos e mais responsáveis morrem no silêncio, porque não cabem em um tweet, porque exigem tempo, porque não geram polêmica.
A democracia precisa de debate, mas esse novo palco não promove debate, promove combate. Estamos fabricando cidadãos de reação, não de reflexão. Cada clique apressado é uma moeda entregue a um sistema que desinforma mais do que informa.
Ler é um ato político, compreender é um ato de resistência. Só revalorizando a leitura e a escuta poderemos preservar a liberdade de pensar.
Fonte: Adaptado de: CARREIRA, Rui Neves. A nova censura é o título. Observador, Lisboa, 4 jun. 2025. Disponível em: https://observador.pt/opiniao/a-nova-censura-e-o-titulo/. Acesso em: 18 out. 2025.
Considerando os recursos expressivos e o tom argumentativo empregados pelo autor, assinale a alternativa que expressa corretamente o ponto de vista defendido no texto sobre o papel das redes sociais na formação da opinião pública.
A expressão “vozes equilibradas morrem no silêncio” sugere que o excesso de moderação é a principal causa da falta de diálogo nas redes, defendendo o uso de discursos mais radicais como solução.
O uso de metáforas indica uma visão otimista do autor sobre o potencial educativo das redes e o fortalecimento da participação política.
As metáforas e repetições evidenciam o tom crítico do texto às redes e ao enfraquecimento do pensamento reflexivo quando afirmam que “o algoritmo adora a fúria” representa uma crítica política e ética à lógica reativa do ambiente digital.
As imagens de “democracia” e “debate” indiciam que o autor valoriza o ambiente virtual como espaço privilegiado de reflexão e diálogo, reconhecendo que ele fortalece a liberdade de expressão.
De acordo com o texto, assinalar a alternativa INCORRETA.
Grande parte dos norte-americanos não tem o feijão como parte rotineira de sua dieta.
O feijão é também uma opção sustentável, pois cresce utilizando menos água do que outras fontes de proteína.
Por ser um carboidrato de absorção lenta, o feijão pode reduzir o colesterol ruim.
O feijão é repleto de vitaminas e minerais, como magnésio e vitaminas do complexo B.
O feijão não apresenta benefícios para as pessoas com diabetes ou pré-diabetes, pois ele pode aumentar o nível de açúcar no sangue.
No trecho "como se só coubesse nela o livresco" (linhas 20-21), o sufixo é utilizado em "livresco" para expressar o sentido de:
interesse
referência.
capacidade.
agentividade
Sobre as informações do texto, analise as assertivas abaixo:
I. A narrativa de "Cem Anos de Solidão" reflete elementos do período pós-colonial na América Latina.
lI. O personagem Melquíades, um escritor cigano, atua como uma representação do próprio autor Gabriel Garcia Márquez.
IlI. A obra alterna entre fantasia e realismo, explorando eventos históricos e fictícios de forma única.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
Apenas I e II estão corretas.
Apenas I e III estão corretas.
Apenas II e III estão corretas.
I, II e III estão corretas.
No contexto em que está inserido, o trecho “Por isso, os tripulantes de toda embarcação que aportava em Alexandria eram forçados, por decreto, a fornecer ao Museu os pergaminhos que tivessem a bordo” apresenta uma articulação lógica que¬
problematiza a ideia de imposição política, afastando qualquer leitura ideológica das ações do governante egípcio.¬
explicita um nexo consequente de ordem causal, subordinando o comportamento dos navegantes ao projeto de acúmulo de saber instituído por Ptolomeu.
exemplifica simultaneidade de ações por justaposição, indicando que o fornecimento de manuscritos era voluntário e repetitivo.
apresenta causalidade ambígua, uma vez que não se pode inferir com clareza o vínculo entre o desejo de Ptolomeu e a medida descrita.
apresenta contradição entre uma expectativa liberal e a imposição estatal, em sintonia com uma crítica velada à política autoritária helenística.
A escolha lexical do autor, especialmente na expressão final "pertencer a lugar algum" no trecho "Desde que comecei a faculdade, tenho me habituado à fadiga da viagem, o estar aqui, ser de lá, pertencer a lugar algum", articula uma construção de sentido que transcende a mera referência espacial. Considerando o valor semântico das palavras e seu uso contextual, é correto afirmar que:
A expressão "pertencer a lugar algum" indica que o sujeito está em trânsito geográfico contínuo, não residindo fixamente em nenhuma localidade, e, por isso, não mantém vínculos com nenhum grupo social específico.
A expressão "ser de lá" funciona como reforço do marcador "estar aqui", compondo um paralelismo de localização objetiva, sem aprofundamento de natureza subjetiva.
A palavra "pertencer", nesse contexto, carrega sentido conotativo de identidade e pertencimento simbólico, revelando o estranhamento do eu lírico diante da sua condição existencial deslocada.
O uso do termo "fadiga" remete exclusivamente à dimensão física da viagem, reforçando o aspecto concreto da experiência corporal frente à mobilidade urbana e à rotina acadêmica.
Na passagem *... para dirimir dúvidas sobre faltas dos combatentes ...”, os termos destacados significam, respectivamente:
Esclarecer e guerreiros.
Originar e rivais.
Solucionar e lutadores.
Discutir e inimigos.
“Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.” (Texto 1, 6º parágrafo)
A frase em que a palavra “já” tem o mesmo sentido que se verifica na passagem acima é:
Saia aí de dentro já!
Já, já eu te dou uma resposta.
Eu já nem sei o que eu ia falar.
Já que você não se opõe, podemos iniciar o projeto.
Você melhorou ainda mais um prato que já era gostoso.
Considere as passagens:
• Esse contingente de crianças (...) segue sendo negligenciado... (1º parágrafo)
• ... parte significativa das crianças brasileiras cresce com uma herança nefasta... (2º parágrafo)
• ... montante nada trivial em um país tão desigual quanto o Brasil. (2º parágrafo)
• ... habilidades básicas e extremamente necessárias no dia a dia. (3º parágrafo)
Os termos destacados significam, correta e respectivamente:
ignorado; incalculável; vultoso; imprescindíveis.
descuidado; prejudicial; corriqueiro; indispensáveis.
desatendido; obscura; simples; irrelevantes.
contrariado; sutil; ordinário; indefensáveis.
acolhido; perniciosa; superficial; importantes.
No trecho "Será que não estamos amplificando essa ansiedade do imediato para tudo o que fazemos?", a autora está:
Questionando se o imediatismo das respostas digitais tem contribuído para o aumento da ansiedade nas relações sociais e profissionais.
Defendendo a ideia de que a espera por respostas mais lentas nos tempos antigos era mais eficiente e menos ansiosa.
Questionando se a comunicação digital tem eliminado a ansiedade das pessoas ao resolverem suas questões rapidamente.
Criticando as pessoas que não respondem rapidamente às mensagens, com base no aumento da ansiedade gerado pela demora.
Sugerindo que a ansiedade do imediato não afeta as relações sociais, mas sim as questões profissionais relacionadas à comunicação digital.
Ao comparar a escrita à mão com a digitação, o autor defende que
a escrita à mão é melhor para promover aprendizado.
a única desvantagem da escrita à mão é sua lentidão.
a digitação não exige coordenação entre processos visuais e motores.
a digitação promove um envolvimento maior da pessoa com o conteúdo produzido.
a digitação é melhor porque impede a ocorrência de erros gramaticais no texto.
Considerando as operações de inferência e os sentidos implícitos no texto, assinale a alternativa cuja leitura apresenta coerência lógica e interpretativa com os efeitos de sentido produzidos pelo enunciado final: "E quem não deseja mais tempo para aproveitar o que a vida oferece?"
Constitui uma pergunta retórica que reforça a argumentação anterior sobre os benefícios da desconexão e convida à reflexão sobre o uso consciente das tecnologias.
Sugere que o afastamento das redes sociais é uma prática exclusiva de pessoas que têm acesso ao privilégio do lazer prolongado.
Introduz uma conclusão normativa sobre o uso da tecnologia, com ênfase prescritiva e tom de apelo à mudança de comportamento.
Estabelece uma dicotomia entre o tempo real e o tempo virtual, com objetivo de desvalorizar práticas modernas em favor de experiências analógicas.
Aponta para uma crítica velada aos que se recusam a abandonar hábitos digitais, apesar dos malefícios conhecidos.
No texto, o principal questionamento instaurado pela autora está relacionado ao fato de:
A duplicação de palavras (masculina e feminina) contribuir para a prolixidade nos discursos.
Os usuários da língua selecionarem as palavras como forma de manipular as relações sociais.
As mudanças linguísticas serem (in)capazes de promover transformações nas interações sociais.
As alterações nos hábitos linguísticos motivarem a elaboração de um manual de letramento racial.
O compêndio de termos politicamente corretos determinar transformações no vocabulário da língua.
No penúltimo parágrafo, com o emprego das expressões “por um lado” e “por outro”, o autor do texto evidencia o antagonismo entre os dois fatos apresentados.
Certo
Errado
No texto 8A1-I, a intenção precípua do narrador é
examinar as possibilidades da linguagem.
persuadir e convencer o público leitor.
estimular a reflexão dos leitores.
exercitar a criatividade.
criar entretenimento.
Com base na articulação entre a linguagem verbal (Texto 2) e a não verbal (Texto 1), a principal crítica construída pelos textos refere-se:
à substituição de experiências e necessidades primárias, como a alimentação e a socialização, pelo consumo de conteúdo digital.
à baixa qualidade nutricional dos alimentos na era moderna, fazendo com que as pessoas busquem refúgio nos dispositivos eletrônicos.
à evolução da tecnologia dos talheres, que agora competem com a interatividade oferecida pelos smartphones durante as refeições.
à falta de criatividade dos restaurantes contemporâneos, que não oferecem mais atrativos para além da conexão com a internet.
ao aumento do tédio na sociedade, que só pode ser combatido eficazmente por meio do acesso contínuo a informações e estímulos.
A partir da análise do texto "Encontro de memórias" e considerando os princípios da coerência textual e da progressão temática, avalie as alternativas a seguir quanto à adequação interpretativa ao processo de construção do sentido. Assinale a alternativa correta.
As marcas de tempo no texto apontam para uma progressão cronológica rígida, sustentada por um narrador onisciente que organiza os eventos de forma neutra, suprimindo interferências emocionais.
O tempo narrativo não se constrói de maneira linear, mas obedece a uma lógica afetiva e subjetiva, em que a memória individual é organizada como núcleo semântico do texto, permitindo ressignificar o passado à luz da experiência atual.
O texto adota estrutura predominantemente descritiva, de natureza objetiva e analítica, voltada à reconstrução de fatos externos em detrimento de uma perspectiva enunciativa subjetiva.
O uso do tempo pretérito imperfeito em passagens específicas do texto fragiliza a coesão temporal, pois interrompe a sequência narrativa e introduz rupturas que comprometem a progressão temática.
A recorrência da expressão "Raul também estava presente" evidencia um padrão de coesão lexical, mas sua função textual é decorativa, não contribuindo para a estrutura argumentativa da narrativa.
Com base no texto apresentado, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contém a interpretação coerente com o sentido global do texto, considerando a construção subjetiva do enunciador e os mecanismos de coesão e coerência empregados na narrativa.
O texto trata a relação com o espaço da viagem como algo rotineiro e fisiológico, em que o corpo reage a estímulos externos, mas o sujeito permanece inerte diante das inquietações sobre sua origem e vínculos afetivos, assumindo postura de resignação.
A experiência de viajar é descrita como um processo de deslocamento físico desconfortável, mas compensado pela expectativa do reencontro familiar, o que confere ao texto um tom otimista, ainda que contido.
O texto expõe o desconforto físico da viagem como metáfora de uma alienação emocional, em que o narrador não reconhece mais os vínculos familiares, o que o leva à constatação de um rompimento definitivo.
A narrativa sugere, por meio de uma linguagem introspectiva e imagética, que a travessia no tempo e no espaço acentua um sentimento de não pertencimento, configurando a viagem como um processo de estranhamento identitário.