Para a Sociolinguística, “erro”, em linguagem, é a inadequação de uma forma linguística a um determinado contexto social e comunicativo. Com base nessas informações e também nas ideias veiculadas no texto, assinale a alternativa cujo enunciado constitui um “ERRO”, considerando a situação em que foi utilizado.
A
“Daí eu comecei a inquirição e percebi que o maluco tava me tirando! Mandei o guarda levá ele em cana!” Durante uma festa, um juiz relata para os amigos a situação ocorrida em uma de suas audiências.
B
“Olá Maria boa tarde te mandei mensagem na sexta feira nao tive retorno ficou alguma duvida que possa estar te esclarecendo?” E-mail enviado por um corretor de seguros a uma cliente.
C
“Pessoal, abram o livro na página 107. Hoje vamos começar o estudo das variedades linguísticas. Alguém já ouviu falar desse assunto?” Um professor lecionando para alunos do 9º ano do ensino fundamental.
D
– Mãe cadê você?
– Tô guardando o carro desce aqui e me ajuda a pegar suas coisas
– Eu não acredito nisso me fala que vc nao ta em casa
No que tange aos estudos da Sociolinguística e ao ensino de Língua Portuguesa, assinale a alternativa INCORRETA.
A
Compete à Sociolinguística, no âmago de seu plano teórico-metodológico, identificar, descrever e analisar as variáveis que interferem na variação e na mudança da língua.
B
A variação é inerente às línguas, e os trabalhos pedagógicos com as diversidades linguísticas objetivam marcar a inclusão nos grupos sociais, bem como determinar identidades para os seus membros.
C
A língua concebida pela gramática é um código restrito que atua na escola, não fazendo uma distinção social/linguística que exclui os menos favorecidos, os quais não se adequam aos seus preceitos.
D
A escola deve evidenciar, por intermédio de seus instrumentos de ensino, as formas em variação linguística na língua portuguesa, de maneira a criar oportunidades de debates sobre essas variações e suas aplicabilidades.
E
A norma-padrão está associada a uma concepção estilística que envolve aspectos formais e ideológicos da língua, por isso dominá-la é um desafio para as classes menos favorecidas.
Numa escola do centro de Niterói, um aluno de 2ª
série, recém-transferido, oriundo de comunidade rural,
expressou-se da seguinte forma: "Na roça nóis pranta
pra cumê". Na perspectiva da Sociolingüística, a
professora deve considerar essa fala:
A
adequada, já que não contraria o dialeto padrão;
B
imprópria, porque no contexto predomina outro
dialeto;
C
problemática, pois contamina a fala de outros falantes;