Questões de Concurso sobre Uso de sinônimos

 
 
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Em todos os idiomas existem palavras que podem substituir outras sem que se mude drasticamente seu sentido. Sobre a seguinte passagem do texto “(...) durante muito tempo acreditou-se na vocação feminina para cuidar do lar e da educação dos filhos e na vocação masculina para trabalhar fora de casa e participar da vida pública.”, analisar os itens abaixo e perceber qual(is) representa(m) um melhor sinônimo para a palavra sublinhada:

I. Aptidão.

II. Dom.

III. Disposição.

Está(ão) CORRETO(S):


A

Somente o item I.


B

Somente o item II.


C

Somente os itens I e II.


D

Todos os itens.

A substituição do sintagma destacado pelo sugerido entre parênteses implica desvio de concordância em:


A

“O importante é comunicar.” (a comunicação)


B

“[…] o tal professor lia esta coluna [...]” (as minhas crônicas)


C

“Cada grupo portava seu gravador cassete [...]” (todos os grupos)


D

“Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados [...]” (os próprios alunos)

Em “(...) podemos entender o transtorno como um fenômeno que pode tornar-se patológico.”, a palavra sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:


A

Sadio.


B

Saudável.


C

Doentio.


D

São.

TEXTO PARA A QUESTÃO 10.


Bacamarte espetara na pobre senhora um par de olhos agudos como punhais. Quando ela acabou, estendeu-lhe a mão polidamente, como se o fizesse à própria esposa do vice-rei, e convidou-a a ir falar ao primo. A mísera acreditou; ele levou-a à Casa Verde e encerrou-a na galeria dos alucinados.

A notícia desta aleivosia do ilustre Bacamarte lançou o terror à alma da população. Ninguém queria acabar de crer que, sem motivo, sem inimizade, o alienista trancasse na Casa Verde uma senhora perfeitamente ajuizada, que não tinha outro crime senão o de interceder por um infeliz. Comentava-se o caso nas esquinas, nos barbeiros; edificou-se um romance, umas finezas namoradas que o alienista outrora dirigira à prima do Costa, a indignação do Costa e o desprezo da prima. E daí a vingança. Era claro. Mas a austeridade do alienista, a vida de estudos que ele levava, pareciam desmentir uma tal hipótese. (...)


ASSIS, Machado de. Papéis avulsos. 2. ed. São Paulo: Martin Claret, 2013. p. 29.


Sem prejuízo de sentido do texto, o termo destacado em “A notícia desta aleivosia do ilustre Bacamarte lançou o terror à alma da população”, no início do 2º parágrafo, pode ser substituído por


A

decorosidade.


B

deslealdade.


C

probidade.


D

franqueza.


E

hombridade.

Na frase “As construções, com amplos jardins ornamentais, espalham-se de forma difusa pelas matas, favorecendo a rápida propagação do fogo” (linhas 16 a 18),


A

o sujeito é classificado como determinado e tem dois núcleos, enquanto o predicado é verbo-nominal.


B

a palavra difusa poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por concisa.


C

o pronome se foi empregado corretamente, pois está atuando como objeto indireto do verbo intransitivo espalhar.


D

a forma nominal favorecer indica uma ação futura que ainda não foi finalizada.


E

as palavras construções, jardins, matas e fogo fazem parte da mesma classe gramatical, ou seja, são substantivos simples.

O trecho “Ainda que ‘mudança’ e ‘aquecimento’ possam ser (e no caso são) processos induzidos, o responsável por essa indução desaparece em ambas as expressões” mantém o seu valor argumentativo de oposição em:


A

Os termos “mudança” e “aquecimento” revelam processos induzidos, logo, há a necessidade de manifestar o agente dessa indução.


B

Se os conceitos de “mudança” e “aquecimento” são processos induzidos, obviamente, o responsável pela indução pode ser inferido.


C

As palavras “mudança” e “aquecimento” remetem a processos induzidos, uma vez que há um responsável por essa indução.


D

As noções de “mudança” e “aquecimento” constituem processos induzidos, todavia, o agente da indução é demovido nas duas expressões.

O vocábulo viabiliza (l.17) poderia ser substituído, sem alterar o sentido expresso no texto, por: I. Possibilita; II. Impede; III. Deprecia.

Está(ão) CORRETA(S):


A

Apenas l e ll.


B

Apenas ll e lll,


C

Apenas III.


D

Apenas I.


E

I, II e III.

Considerando os excertos retirados do texto “Ciência e a percepção intuitiva das crianças”, assinale a alternativa correta.


A

No período “Paul Bloom e Deena Weisberg, que pertencem ao Departamento de Psicologia da Universidade de Yale, atribuem essa dificuldade a duas características psicológicas das crianças [...]”, o uso das vírgulas justifica-se por separar uma oração explicativa.


B

No período “Bebês de um ano possuem noções claras sobre o mundo físico e o universo das relações sociais.”, o verbo destacado estabelece concordância com o sujeito posposto “noções claras”.


C

Nas frases “O caso do dualismo entre cérebro e mente é didático.” e “Quantos são capazes de julgar se existe coerência entre a teoria da relatividade e a mecânica quântica [...]”, as palavras destacadas podem ser substituídas sem prejuízo semântico, respectivamente, por: instrutivo, avaliar e discrepância.


D

Na oração “Quantos são capazes de julgar se existe coerência entre a teoria da relatividade e a mecânica quântica [...]” (parágrafo 11 do texto “Ciência e a percepção intuitiva das crianças”), o referente do pronome destacado é “alunos”.


E

Por se tratar de um artigo, o texto “Ciência e a percepção intuitiva das crianças” tem predominância da função conativa da linguagem.

No período “(...) segundo dados compilados pela empresa TeleGeography.”, a palavra sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:


A

Forçados.


B

Reunidos.


C

Perdidos.


D

Omitidos.

A palavra “variedade” tem sentido equivalente ao das palavras abaixo e poderia ser substituída por qualquer uma destas, sem prejuízo de sentido no texto, EXCETO por:


A

Diversidade.


B

Unicidade.


C

Pluralidade.


D

Heterogeneidade.

O termo que qualifica o substantivo na expressão feitio manso (6o parágrafo) tem sentido equivalente ao termo que qualifica o substantivo em:


A

sereno narrador (7o parágrafo).


B

encanto luminoso (8o parágrafo).


C

audiência civilizada (2o parágrafo).


D

velho instinto (6o parágrafo).


E

profundas camadas (6o parágrafo).

Assinale a alternativa em que NÃO é possível substituir a expressão ou o termo em destaque por aquela/aquele entre parênteses sem que isso modifique o sentido original do excerto.


A

“[...]a música sertaneja era coisa de “grosso” [...]’ (grosseiro).


B

“A nossa atuação tem como mote [...]” (lema).


C

“[...] realinhar a energia dos ambientes empresariais em prol do pleno desenvolvimento do negócio [...]” (para o benefício).


D

“Seria a arrancada para a criação de uma sociedade [...]” (o impulso).


E

“[...] o surgimento de um movimento neste sentido seria de eficácia extraordinária [...]” (imprevista).

Em “Os ciclistas estão cada vez mais propensos a acidentes graves no Brasil.”, o termo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por


A

hostis.


B

tendentes.


C

aversos.


D

êmulos.


E

contendores.

longe da fome e da peste que assolavam a Europa medieval. (4o parágrafo)


Mantêm-se a correção gramatical e o sentido da frase substituindo-se o elemento sublinhado acima por:


A

deixavam consternado


B

havia prejudicado


C

deveriam ter arruinado


D

estavam devastando


E

tinha influenciado

Na frase “Por isso, a pedra é rara e cara.”, a palavra sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:


A

Vulgar.


B

Comum.


C

Ímpar.


D

Banal.

João Branco: O que aprendemos com o Homem-Aranha sobre trabalho

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A história de Peter Parker com seu novo uniforme, que tem mais ferramentas que o parasita, é um alerta para o desequilíbrio no trabalho.

João Branco 18 de março de 2022

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Você recebeu uma proposta de trabalho. Vai continuar fazendo o mesmo tipo de função que sabe fazer, mas de uma nova forma: com ferramentas mais modernas e novos recursos que prometem aumentar muito a sua produtividade. Nessa nova vaga seria possível causar um impacto ainda maior, gerar mais resultados e, provavelmente, ter uma sensação maior de realização no seu emprego. Parece muito interessante. Se essa história fosse um filme, como você acha que seria o final?

Roteiristas profissionais sabem que um dos ingredientes mais importantes para uma bilheteria de sucesso é a criação de uma sensação de “eu me vejo nessa história” no público. As relações familiares da série “This is us”, as tramas da novela “Avenida Brasil” ou o desafio de criar uma criança cheia de energia do desenho “Masha e o Urso” são bons exemplos de roteiros que conseguem retratar situações que nos representam, ainda que através de personagens totalmente diferentes de nós. Repare que isso acontece em toda história que chamou a sua atenção. Existe muito mais esforço do que você imagina na criação de peças de comunicação, shows, entretenimento e até propagandas. Todos estão tentando, o tempo todo, criar um vínculo especial com você. E fazem isso intencionalmente mostrando um Bart Simpson que tenha um toque de rebeldia que talvez você gostaria de extravasar. Ou colocando na rainha Elsa, do filme Frozen, um peso de “responsabilidade” parecido com o que você sente no dia a dia.

É nesse contexto que os filmes recentes do Homem-Aranha me chamaram a atenção. Peter Parker descobriu um uniforme novo, uma versão preta, que traz vários benefícios. A nova versão é mais resistente e consegue se regenerar sozinha se for rasgada. Também produz a própria teia, economizando tempo com os fluidos e lançadores. Isso sem falar que esse novo uniforme é capaz de se transformar em qualquer roupa. É como a primeira situação desse texto. O personagem encontrou uma forma muito mais produtiva de realizar o seu trabalho. Parece legal, não? Mas a realidade foi bem diferente. Depois que virou o Homem-Aranha com a roupa preta, Peter ficou estafado. O tempo todo. Seu trabalho já era cansativo, mas agora estava muito pior. Algo mudou. E com o tempo ele descobriu que o uniforme tinha “vida própria”. À noite, mesmo dormindo, a roupa o fazia sair pela janela lançando teias por aí. E não o deixava descansar. Na ficção eles perceberam que a sua ferramenta de trabalho era um simbionte, uma espécie de parasita que começou a tomar controle sobre a pessoa.

Vamos tirar todo o efeito Hollywood dessa história por um instante? Estamos falando de uma situação em que alguém se sente “aprisionado” pelo seu emprego. Alguém que está muito cansado, que não se sente mais no controle. Parece que o trabalho tem os seus próprios propósitos e que nós estamos apenas seguindo o que ele nos manda fazer como se fôssemos zumbis. Essa metáfora não estaria em um longa-metragem da Marvel se não gerasse identificação em muita gente. E leva a uma reflexão importante: é você que tem o seu trabalho ou é o seu trabalho que tem você?

Trabalhar é algo necessário e ser produtivo traz sentimentos de satisfação. Buscar ferramentas e recursos que nos tornem mais eficientes pode dar um turbo positivo nisso tudo. Mas existe um limite onde a nossa atividade profissional deixa de ser algo que nos serve para se transformar em algo que recebeu uma prioridade maior do que deveria. Esse limite se percebe pelo cansaço excessivo, pelo desequilíbrio com as outras áreas da vida e pela sensação de piloto automático. E isso pode acontecer até mesmo em quem tem um trabalho tão importante quanto o de um super-herói.

Como está a sua relação com a sua carreira? É o seu emprego que está decidindo se você deve ou não ficar casado? É o trabalho que define se você pode ter filhos? É a sua profissão que te “obriga” a tomar remédios antidepressivos? Talvez você esteja usando o uniforme mais “moderno” do Peter Parker.

Para ajudar a “salvar o mundo” ou fazer qualquer outro tipo de trabalho bem-feito, primeiro é preciso estar bem. Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades. Mas não deixe que venha também uma grande dor de cabeça maior do que você pode suportar.



João Branco é CMO do McDonald’s.

linkedin.com/in/falajoaobranco / Instagram @falajoaobranco


BRANCO, João. O que aprendemos com o Homem-Aranha

sobre trabalho? Forbes Brasil, 18 de março de 2022.

Colunas. Disponível em:

https://forbes.com.br/colunas/2022/03/joao-branco-o-que-

aprendemos-com-o-homem-aranha-sobre-trabalho/.


No trecho “Todos estão tentando, o tempo todo, criar um vínculo especial com você. E fazem isso intencionalmente mostrando um Bart Simpson que tenha um toque de rebeldia que talvez você gostaria de extravasar.” (2º parágrafo), a palavra destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido ao contexto em que ela foi empregada, por


A

“vagarosamente”.


B

“impiedosamente”.


C

“pontualmente”.


D

“independentemente”.


E

“propositadamente”.

Analise a frase abaixo para responder à questão 9.


"O jornalismo cultural também é 'prodigioso' em preparar o Olimpo para os próximos deuses, ainda que não tenham dado nenhuma 'fagulha' de talento para justificar o espaço 'nobre' na imprensa".


Assinale a alternativa cujas palavras substituem, respectivamente, os termos destacados conservando o mesmo sentido.


A

Limitado / prova / generoso.


B

Fecundo / mostra / incauto.


C

Fértil / hostilidade/ etilizado.


D

Fantástico/ faísca/ ilustre.

Em “O poder e o amor juntos estão a serviço da preservação da vida.” (4º§), o vocábulo evidenciado pode ser substituído, sem alteração de sentido, por:


A

Defluência.


B

Obstinação.


C

Confluência.


D

Conservação.


E

Abrangência.

   
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