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Em Eis o que eu queria dizer (2º parágrafo), o termo...

Atenção: Para responder as questões de números 37 e 38, baseie-se no texto abaixo.


Havia na imprensa uma massa de analfabetos. Saíam as coisas mais incríveis. Lembro-me de que alguém, num crime passional, terminou assim a matéria: “E nem um goivinho ornava a cova dela”. Dirão vocês que esse fecho de ouro é puramente folclórico. Não sei se talvez. Mas saía coisa parecida. E o Pompeu trouxe para cá o que se fazia nos Estados Unidos o copy desk. Começava a nova imprensa. Primeiro, foi só o Diário Carioca; pouco depois, os outros, por imitação, o acompanharam. Rapidamente, os nossos jornais foram atacados de uma doença grave: a objetividade. Daí para o “idiota da objetividade” seria um passo. Certa vez, encontrei-me com o Moacir Werneck de Castro. Gosto muito dele e o saudei com a mais larga e cálida efusão. E o Moacir, com seu perfil de Lord Byron, disse para mim, risonhamente: “Eu sou um idiota da objetividade”.

Também Roberto Campos, mais tarde, em discurso, diria: “Eu sou um idiota da objetividade”. Na verdade, tanto Roberto como Moacir são dois líricos. Eis o que eu queria dizer: o idiota da objetividade inunda as mesas de redação e seu autor foi, mais uma vez, Pompeu de Sousa. Aliás, devo dizer que o copy desk e o idiota da objetividade são gêmeos e um explica o outro.


(RODRIGUES, Nelson. “Os idiotas da subjetividade”. A cabra vadia, São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 50-51)

Em Eis o que eu queria dizer (2º parágrafo), o termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido do texto, por


A

Aqui está, mantendo-se o caráter de designação.


B

Sequer, mantendo-se o caráter de exclusão.


C

Afinal, colocando-se em relevo a ideia de causa.


D

Ao invés, ressaltando-se a noção de oposição.


E

Exceto, evidenciando-se o caráter de exclusão.