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Atenção: Para responder às questões de números 11 e 12, considere o trecho de uma entrevista do psicanalista Jurandir Freire Costa transcrito abaixo.
A ideia de dor e sofrimento foi se tornando marginal. Nossa cultura difunde a ideia de que você é mais autêntico e mais realizado quando sofre menos; você tem que ter boa saúde, boa forma... Do ponto de vista moral ocorre a mesma coisa. Queremos que as sensações psíquicas cumpram o mesmo modelo das sensações físicas agradáveis. Assim, vou sempre em busca de uma espécie de autossuficiência. Só me tornando autossuficiente eu não corro o risco do desprazer, porque o outro sempre pode me frustrar. Você tenta retirar da vida mental e sentimental as frustrações, as desilusões e os lutos, que são inevitáveis. O indivíduo hoje já nasce recebendo a indicação de que não deve sofrer. Vamos pegar duas "dores" comuns de hoje, as frustrações profissionais e as frustrações amorosas. Hoje, seja para o insucesso amoroso, seja para o profissional, receita-se um antidepressivo. Não há esforço nenhum dos indivíduos. Esse é o pior dos mundos. Mas podemos construir um mundo humano onde caiba o sofrimento, sem que ele seja dilacerante.
(Adaptado de: COSTA, Jurandir Freire. Disponível em: www1.folha.uol.com.br)
O segmento redigido com correção e lógica encontra-se em:
Enquanto nossa cultura defende que, a ideia de dor e sofrimento foi deixado de lado, sofremos menos quando somos mais autênticos e realizados.
O que ocorre, do ponto de vista psíquico é que sensações físicas agradáveis vem acompanhadas de sensações psíquicas.
Apesar do outro sempre poder lhe decepcionar, é tornando-se autossuficiente que deixa-se de correr o risco de uma desilusão.
Hoje temos a tendência de regeitar e desconsiderar as frustrações, as desilusões e os lutos, que mesmo assim, são inevitáveis.
Existe a possibilidade de se construir um mundo humano em que o sofrimento seja aceito, de modo a não ser considerado dilacerante.