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Leia o texto e responda as questões de 3 a 5.
Amor é fogo que arde sem se ver (Luís Vaz de Camões, séc. XVI)
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se* de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
O que podemos inferir sobre o soneto a seguir:
“É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.”
Podemos inferir que 'andar solitário entre a gente' e 'nunca contentar-se de contente' se trata de uma antítese, pois os termos possuem sentidos contrários. Pois, quem está em meio à multidão não se encontra só, e quem está contente atingiu um alto grau de satisfação.
Podemos inferir que 'andar solitário entre a gente' e 'nunca contentar-se de contente' se trata de um eufemismo, pois os termos possuem sentidos mais agradáveis e estimulam os sentidos.
Podemos inferir que 'andar solitário entre a gente' e 'nunca contentar-se de contente' se trata de uma catacrese, pois os termos possuem sentidos atribuídos especificamente aos seres humanos.
Nenhuma das alternativas.