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Leia o poema de Eduardo Alves da Costa, para responder às questões de números 12 e 13.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Os termos – flores, jardim, cão, casa, luz – significam no contexto
elementos que compõem um cenário para descrever um ambiente doméstico.
rol de objetos de pertença do eu lírico, dos quais preferiu se desvencilhar.
objetos que instigam a cobiça de quem quer sempre mais.
doação espontânea de objetos familiares para quem deles precisa.
demarcadores de uma apropriação ilegítima dos bens de uma família.