A AMAZÔNIA em
Manhattan
Exposição reconstitui em Nova
York a
biodiversidade da floresta e a cultura dos
povos que a habitam
1 Um
imenso
jardim amazônico, com mais de
20 mil tipos de plantas, está sendo
cultivado no
2
coração de
Manhattan, em Nova
York,
sob
a ponte do Brooklyn e às margens do East
River.
3 Esse
cenário de mais
de seis mil metros
quadrados abrigará a exposição Brasil
Amazônia, a
4
maior já
organizada sobre a
floresta
e
os seus 23 milhões de habitantes (dado do
último censo
5
do IBGE). O
evento acontece com o
apoio
e a parceria de importantes instituições
americanas,
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como o World
Financial Center, a
Universidade de Nova York, o Central Park,
o Smithsonian
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Institute e o
Museu do Índio
Americano
de Nova York. “Ainda é freqüente a idéia
de que a
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Amazônia é um
ecossistema imenso e
desabitado”, diz Ana Cláudia Agazzi,
diretora executiva
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da
mostra, que será aberta
ao
público no
dia 17 de abril e vai até 13 de julho.
Para falar de
10
meio ambiente
sem deixar de lado
o
valor cultural da região, na exposição
será possível ver a
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realidade dos povos que
moram na
floresta, as moradias típicas, os espaços
de trabalho, como
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as casas
de farinha, e a
extração de
látex, os barcos de pesca e de transporte.
O público
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caminhará por um
mapa animado que
incluirá cidades e todo tipo de referência
sobre a
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diversidade
populacional – tudo foi
reconstituído em tamanho natural sob a
direção de arte do
15 designer
carioca Gringo
Cardia. Ele
viajou diversas vezes à Amazônia para que
o seu trabalho
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preservasse
ao máximo a
autenticidade
em cada detalhe.
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A bordo de
um navio, três
contêineres
com sementes, ocas, instrumentos de
trabalho e tudo
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mais que
compõe a mostra
partiu
do
Brasil e está a caminho de Nova York. Todo
o espaço da
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exposição
possui sons reais de
água,
pássaros e outros animais. Haverá ainda a
sala
20 xamânica
exibindo em
vídeo depoimentos
de índios de diversas tribos sobre a sua
relação com
21 a
natureza. “Os
moradores da
floresta
são os seus verdadeiros guardiões”, diz
Cardia, que
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contou com a
colaboração deles na
produção de maquetes. Orçada em US$ 5
milhões, a
23
exposição conta
com o apoio dos
Ministérios da Cultura, Meio Ambiente e
Relações Exteriores
24 e foi
organizada pelo
Projeto Saúde e
Alegria e a Rede Grupo de Trabalho
Amazônico –
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entidades que
representam cerca de
600
ONGs da Amazônia. A mostra segue à risca o
lema
26 Da Rede:
“Não vamos
internacionalizar a
Amazônia, vamos amazonicar o mundo”
(Isto É, 13/02/08)