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Releia os seguintes trechos e, em seguida, complete as...

O texto a seguir serve de base para as questões de 1 a 10.


SOLIDARIEDADE


O gesto não precisa ser grandioso nem público, não é necessário pertencer a uma ONG ou fazer uma campanha. Sobretudo, convém não aparecer.

O gesto primeiro devia ser natural, e não decorrer de nenhum lema ou imposição, nem convite nem sugestão vinda de fora.

Assim devíamos ser habitualmente, e não somos, ou geralmente não somos: cuidar do que está do nosso lado. Cuidar não só na doença ou na pobreza, mas no cotidiano, em que tantas vezes falta a delicadeza, a gentileza, a compreensão; esquecidos os pequenos rituais de respeito, de preservação do mistério, e igualmente da superação das barreiras estéreis entre pessoas da mesma casa, da família, das amizades mais próximas.

Dentro de casa, onde tudo deveria começar, onde se deveria fazer todo dia o aprendizado do belo, do generoso, do delicado, do respeitoso, do agradável e do acolhedor, mal passamos, correndo, tangidos pelas obrigações. Tão fácil atualmente desculpar-se com a pressa: o trânsito, o patrão, o banco, a conta, a hora extra... Tudo isso é real, tudo isso acontece e nos enreda e nos paralisa.

Mas, por outro lado, se a gente parasse (mas parar pra pensar pode ser tão ameaçador...) e fizesse um pequeno cálculo, talvez metade ou boa parte desses deveres aparecesse como supérfluo, frívolo, dispensável.

Uma hora a mais em casa não para se trancar no quarto, mas para conviver. Não com obrigação, sermos felizes com hora marcada e prazo pra terminar, mas promover desde sempre a casa como o lugar do encontro, não da passagem; a mesa como lugar do diálogo, não do engolir quieto e apressado; o quarto como o lugar do afeto, não do cansaço.

Pois se ainda não começamos a ser solidários dentro de nós mesmos e dentro de nossa casa ou do nosso círculo de amigos, como querer fazer campanhas, como pretender desfraldar bandeiras, como desejar salvar o mundo − se estamos perdidos no nosso cotidiano?

Como dizer a palavra certa se estamos mudos, como escutar se estamos surdos, como abraçar se estamos congelados?

Para mim, a solidariedade precisa ser antes de tudo o aprendizado da humanidade pessoal.

Depois de sermos gente, podemos − e devemos − sair dos muros e tentar melhorar o mundo. Que anda tão, tão precisado.

(LUFT Lya. São Paulo, 2001.)

Releia os seguintes trechos e, em seguida, complete as lacunas:


1- “Assim devíamos ser habitualmente, e não somos [...].” (terceiro parágrafo)

2- “Mas [...] se a gente parasse [...] e

fizesse um pequeno cálculo, talvez metade ou

boa parte desses deveres aparecesse como supérfluo, frívolo,

dispensável.” (quinto parágrafo)


Em relação ao trecho 1, a forma verbal “devíamos ser” foi conjugada no ________________________, mas com significado de ________________________. Em relação ao trecho 2, os verbos “parasse”, “fizesse” e “aparecesse” foram conjugados no __________________________________.


A alternativa que completa em sequência e corretamente as lacunas é:


A

pretérito perfeito do indicativo – futuro do presente do indicativo – futuro do subjuntivo


B

presente do indicativo – presente do subjuntivo – pretérito perfeito do indicativo


C

pretérito imperfeito do subjuntivo – futuro do pretérito do indicativo – futuro do subjuntivo


D

pretérito imperfeito do indicativo – futuro do pretérito do indicativo – pretérito imperfeito do subjuntivo


E

pretérito perfeito do indicativo – pretérito imperfeito do indicativo – pretérito imperfeito do subjuntivo