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Considere o texto seguinte para responder à questão.
“A concepção hoje predominante nos estudos de leitura é a de leitura como prática social que, na linguística aplicada, é subsidiada teoricamente pelos estudos do letramento. Nessa perspectiva, os usos da leitura estão ligados à situação; são determinados pelas histórias dos participantes, pelas características da instituição em que se encontram, pelo grau de formalidade ou informalidade da situação, pelo objetivo da atividade de leitura, diferindo segundo o grupo social. Tudo isso realça a diferença e a multiplicidade dos discursos que envolvem e constituem os sujeitos e que determinam esses diferentes modos de ler.”
KLEIMAN, Ângela. “Abordagens da leitura”. In; MARCUSCHI,
Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e
compreensão.
São Paulo: Parábola, 2008, p. 231.
Relativamente às definições de gênero textual, tipo textual e domínio discursivo, está correto o que se afirma em:
Tipo textual refere-se a uma forma linguística, ou seja, a uma forma de realizar linguisticamente objetivos específicos em situações sociais particulares, diferentemente do domínio discursivo que se constitui em abrangência maior. Portanto, pode-se afirmar que o fragmento faz parte do domínio discursivo acadêmico.
Domínio discursivo constitui uma esfera da atividade comunicativa e indica instâncias discursivas, portanto, pode-se falar em domínio discursivo acadêmico, não abrangendo o gênero em particular, mas dando origem a vários deles, conforme o fragmento, que pode ser considerado do gênero artigo científico do tipo textual dissertativo.
Gênero textual refere-se a uma espécie de construção teórica definida pela natureza linguística de sua composição, como sequências linguísticas de textos materializados e, assim, o fragmento pode ser considerado do gênero científico.
Tipo textual refere-se a situações comunicativas recorrentes apresentando padrões sócio-comunicativos definidos como composições funcionais, objetivos enunciativos e estilos concretamente realizados na interação de forças históricas, portanto, nessa perspectiva de tipos, o fragmento, pode ser classificado como tipo dissertativo.