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A uma passante
A rua em torno era um frenético alarido.
Toda de luto, alta e sutil, dor majestosa,
Uma mulher passou, com sua mão suntuosa
Erguendo e sacudindo a barra do vestido.
Pernas de estátua, era-lhe a imagem nobre e fina.
Qual bizarro basbaque, afoito eu lhe bebia
No olhar, céu lívido onde aflora a ventania,
A doçura que envolve e o prazer que assassina.
Que luz… e a noite após! – Efêmera beldade
Cujos olhos me fazem nascer outra vez,
Não mais hei de te ver senão na eternidade?
Longe daqui! tarde demais! “nunca” talvez!
Pois de ti já me fui, de mim tu já fugiste,
Tu que eu teria amado, ó tu que bem o viste!
BAUDELAIRE, Charles. As Flores do mal. Edição bilíngue.
Tradução de Ivan Junqueira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
1985.
O poema servirá como base para as questões de 01 a 03:
“Não mais hei de te ver senão na eternidade?” O verbo em destaque indica qual tempo e modo verbal?
futuro do pretérito do indicativo
pretérito imperfeito do subjuntivo
futuro do presente do indicativo
presente do indicativo
presente do subjuntivo