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Leia o texto para responder às questões de números 03 a 09.
A tecnologia contra o vírus
Além de confrontar a humanidade, em nível pessoal e civilizacional, um dos efeitos da pandemia é transportar o futuro de um horizonte longínquo para o aqui e agora. Com o confinamento generalizado, a sociedade está sofrendo um choque de digitalização. Mas enquanto o mundo do trabalho e o do lazer têm tempo para se adaptar a esse futuro tornado prematuramente contemporâneo pela força de um vírus, aqueles que combatem este vírus com tecnologias como inteligência artificial (IA), robótica e big data precisam acelerar dramaticamente seus procedimentos para enfrentar a velocidade da sua disseminação. Afinal, além de permitir a continuidade do trabalho e das relações sociais, essas tecnologias podem fazer a diferença entre a vida e a morte no front de batalha.
Segundo a revista especializada em saúde STAT, a IA está sendo experimentada pelas redes hospitalares para pré-examinar e instruir possíveis infectados; identificar pacientes de alto risco para que os médicos possam se antecipar proativamente; examinar profissionais de saúde na linha de frente; detectar a covid-19 e diferenciá-la de outras doenças respiratórias; prever quais quadros irão se deteriorar; rastrear leitos e equipamentos; acompanhar os pacientes fora do hospital; detectar a distância altas temperaturas e impedir que pessoas doentes entrem em espaços públicos; e avaliar respostas a tratamentos experimentais.
Além disso, a IA pode acelerar a criação de remédios e vacinas, prever a evolução da epidemia, mensurar o impacto de políticas públicas e aprimorá-las para nos defender contra os surtos futuros que com toda probabilidade virão.
Um rastreamento robusto do vírus é decisivo para frear os primeiros estágios de um surto e será decisivo para as estratégias de transição da quarentena para as atividades normais. O procedimento tradicional de rastrear e notificar os contatos de um infectado é lento, mas pode ser feito instantaneamente através da localização e dos dados dos celulares e de aplicativos para notificação de resultados positivos.
Em tempos excepcionais, os processos regulatórios também precisam avançar em condições excepcionais. Como tudo o mais nesta pandemia, a chave está na agilidade. Assim como os tecnólogos estão acelerando seus processos de criação e produção de novas máquinas, as agências reguladoras, autoridades políticas e sociedade civil precisarão acelerar o processo de deliberação sobre o que é ou não aceitável. Como em todo avanço científico e tecnológico, as soluções virão por sucessivas tentativas e erros. A única atitude inaceitável é não tentar.
(Estadão. Opinião. https://opiniao.estadao.com.br, 20.04.2020. Adaptado)
Analisando as informações textuais, conclui-se corretamente que a tipologia predominante no texto é a
narrativa, pois se trata de uma crônica reflexiva em que se analisa o impacto da inteligência artificial, a qual será útil para autorizar o uso dos espaços públicos à população, para evitar a convulsão social.
argumentativa, pois se trata de um editorial em que se defende o ponto de vista de que a inteligência artificial será útil para frear os primeiros estágios de um surto por meio de rastreamento robusto.
injuntiva, pois se trata de uma carta eletrônica em que se explica ao leitor o papel da inteligência artificial, que será útil para economizar recursos financeiros com a dispensa de profissionais da saúde.
expositiva, pois se trata de um artigo de opinião em que se detalham usos políticos da inteligência artificial, a qual será útil para coibir o acesso das pessoas a informações relevantes sobre a pandemia.
descritiva, pois se trata de uma resenha em que se expressa a ideia de que a inteligência artificial será útil para implementar o procedimento tradicional de notificação de infectados.