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Às vezes acontece de um jovem inventor
conseguir resolver um problema
complicadíssimo em uma área complexa.
Guglielmo Marconi, um italiano de 20 e
poucos anos, contribuiu para a invenção do
rádio. Na época, as mensagens, por telefone ou
telégrafo, somente podiam ser transmitidas por
fios e Marconi aperfeiçoou um modo de enviá-
las sem o uso de linhas de conexão. A invenção
do rádio se baseou em experimentos anteriores
de outros teóricos, e Marconi fez funcionar
essas teorias. Seu primeiro equipamento sem
fio havia mostrado do que era capaz, em 1899,
quando um cruzador naval britânico enviou
uma mensagem para uma embarcação
próxima. Comunicar-se com algo tão próximo
não parecia um grande evento, mas enviar o
sinal ao longo da costa seria um milagre. Isso
aconteceu em 1901, quando uma mensagem
foi transmitida da Ilha de Wight para a
Cornualha, sem a ajuda de fios. Enviar as
notícias da imprensa por sinais sem fio através
do Atlântico logo custaria mais barato do que
usar o velho cabo submarino. Seria possível
ouvir claramente a voz humana por meio do
rádio? Essa possibilidade era excitante, uma
vez que o telefone, invenção já consagrada,
somente podia ser usado para comunicações
entre distâncias relativamente curtas. Nas
nações mais prósperas, a maioria dos lares
possuía um equipamento sem fio em meados
da década de 1930. Era um aparato enorme,
com válvulas bastante grandes, escondidas
dentro de uma caixa trabalhada de nogueira ou
carvalho; ficava apoiado em quatro pernas e
era pesado demais para ser levado de um
aposento para outro. Na parte da frente do
equipamento havia um lindo mostrador, muitas
vezes feito de um novo tipo de plástico marrom
chamado baquelita, que apresentava cada
estação dentro da área de cobertura. Enquanto
a maioria das pessoas ficara sabendo da
deflagração da Primeira Guerra pelos Jornais,
desta vez milhões de europeus iriam ouvir as
graves notícias da Segunda Guerra através de
seus requintados rádios. (BLAINEY Geoffrey.
Uma Breve História do Século XX. São Paulo:
Fundamento, 2011, p. 100).
O autor, na linha 8, utilizou o verbo “aperfeiçoar”, que, no texto, está conjugado no:
pretérito imperfeito.
pretérito mais-que-perfeito.
pretérito perfeito.
pretérito complexo.
pretérito do subjuntivo.