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No verso, “...pois, para se curar um amor tal qual...

TEXTO III

Amor?

Receios, desejos,

promessas de paraísos,

depois sonhos, depois risos,

depois beijos!


Depois...

E depois, amada?

Depois dores sem remédio,

depois pranto, depois tédio,

depois... nada!"


"Foge! Arrasta contigo essa tortura

que o remédio é pior do que a própria doença,

pois, para se curar um amor tal qual esse...

- Que me resta fazer?

- Juca Mulato: esquece! "


"E quando vai buscar sua felicidade,

ele, que poderia encontrá-la em si mesmo,

escondeu-a tão bem que nem sabe onde está!"


" Sofre, Juca Mulato, é tua sina, sofre...

Fechar ao mal de amor nossa alma adormecida

é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida...

Ter, a um sonho de amor, o coração sujeito

é o mesmo que cravar uma faca no peito.

Esta vida é um punhal com dois gumes fatais:

não amar é sofrer; amar é sofrer mais"!

Menotti Del Picchia. JUCA MULATO

No verso, “...pois, para se curar um amor tal qual esse...”, o termo destacado, no contexto do poema, trata-se de um exemplo de coesão por


A

elipse


B

anáfora


C

catáfora


D

conjunção