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Na construção do letramento, é indispensável o trabalho pedagógico com a diversidade de gêneros textuais. Feita a leitura da estrofe do poema abaixo, avalie as proposições que se apresentam na sequência, de modo a indicar qual delas é a CORRETA:
Ser Nordestino (Bráulio Bessa)
Sou o gibão do vaqueiro, sou cuscuz, sou rapadura
Sou vida difícil e dura
Sou nordeste brasileiro
Sou cantador violeiro, sou alegria ao chover
Sou doutor sem saber ler, sou rico sem ser granfino
Quanto mais sou nordestino, mais tenho orgulho de ser
Da minha cabeça chata, do meu sotaque arrastado
Do nosso solo rachado, dessa gente maltratada
Quase sempre injustiçada, acostumada a sofrer
Mas, mesmo com padecer sou feliz desde menino
Quanto mais sou nordestino mais orgulho tenho de ser [...]
(In: culturagenial.com.cordel.nordestino/poemas/).
As atividades em sala de aula, com um gênero textual deste modelo, devem servir de cobrança posterior para que os alunos “não percam tempo” com teorias de versificação.
A estrofe em foco é de difícil compreensão, pois é revestida poeticamente de figuras de linguagem, imagens e lirismo que exigem um leitor proficiente.
O texto não traz subsídios suficientes para uma interpretação de dimensão global, em que cada uma de suas partes ganhe sentido.
A estrofe não se aplica para o trabalho de uma leitura crítica e à interpretação dos aspectos ideológicos.
A estrofe do poema enseja uma reflexão sobre a honra de ser nordestino, a mentalidade do homem simples, suas lamentações, agruras, dificuldades e preconceitos que esse povo sofre.