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A metáfora, classicamente entendida como um instrumento...

Leia os textos II e III e responda às questões de 8 a 10


Texto II


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DALI, Salvador. A face da guerra. Museu Boymans van Beuningen, Rotterdam, Países Baixos, 1940- 41. Óleo sobre tela. Dimensões: 79 x 64cm. Disponível em:<http://www.wikiart.org/en/salvador-dali/the-face-of-war-1941>. Acesso em 1º jul. 2023.


Texto III


“Dalí pretende suprimir o medo da morte falando constantemente dele e retractando-o, como se essa repetição compulsiva se transformasse numa forma de manter a estabilidade do eu. O instinto de autoconservação incita a repetição de acções, porque encontra nele uma via para saciar a energia pulsional reprimida. Uma tela que ilustra esta compulsão de repetição, onde aparecem rostos de morte compulsivamente é ‘A face da guerra’.”


SILVA, Ana Filipa Fidalgo Vaz Coelho da. As problemáticas da identidade de Salvador Dalí. 2015. 132 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia). Instituto Universitário Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida. 2015, p. 78.

A metáfora, classicamente entendida como um instrumento retórico voltado para adicionar à linguagem ordinária uma reinterpretação a partir de expressões literais, em uma concepção mais moderna, passa a ser considerada também como uma maneira de experienciar o mundo, evidenciando o papel da imaginação na formulação de conceitos sobre o mundo, de modo a abolir a diferença entre linguagem literal e figurativa. Nessa perspectiva, o Texto II


A

romantiza a guerra, porque a dura realidade da morte não se vê retratada no quadro.


B

considera a guerra uma realidade incomparável e inconciliável com a imaginação.


C

apresenta uma concepção singular da guerra, a partir da experiência traumatizada do pintor.


D

alude a uma premonição irreal de uma Segunda Guerra que estava apenas em seu início.


E

compara a tristeza provocada pela guerra com a fome simbolizada pelas serpentes vorazes.