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Para McInnes (1999), a premissa básica é que a...

Para McInnes (1999), a premissa básica é que a surdocegueira é uma deficiência única que requer uma abordagem única para suporte e um sistema único para dar este suporte. O referido autor subdivide as pessoas com surdocegueira em quatro categorias:


Tipo 1: pessoas que eram cegas e se tornaram surdas;

Tipo 2: pessoas que eram surdas e se tornaram cegas;

Tipo 3: pessoas que se tornaram surdas e cegas devido a acidentes ou doença, após terem adquirido uma linguagem básica e formado conceitos; e

Tipo 4 – outros: pessoas que nasceram ou adquiriram surdocegueira precocemente, ou seja, não tiveram a oportunidade de desenvolver linguagem, habilidades comunicativas ou cognitivas nem base conceitual sobre a qual podem construir uma compreensão de mundo.


(Adaptado de: BOSCO, MESQUITA & MAIA, 2010)


O profissional guia-intérprete presta serviços para


A

os tipos 1, 2 e 3. O profissional guia-intérprete tem formação para trabalhar com pessoas com surdocegueira adquirida e não com congênitos.


B

os tipos 1, 2, 3 e 4. Não depende da categoria, mas sim do fato de a pessoa possuir um sistema comunicativo convencional estabelecido para ser público-alvo dos serviços de um guia-intérprete.


C

o tipo 2. O profissional guia-intérprete trabalha sempre com Libras, Libras tátil ou Libras em campo reduzido, o que leva a atender às pessoas que já possuíam domínio de Libras antes de se tornarem surdocegas.


D

os tipos 1 e 3. O profissional guia-intérprete tem formação para atender pessoas com diferentes sistemas comunicativos e irá posteriormente ensinar Libras para a pessoa, por se tratar de uma comunicação mais rápida. Quem era surdo antes de perder a visão não tem necessidade, pois já conhece Libras.


E

o tipo 4. Os tipos 1, 2 e 3 por já terem linguagem não têm necessidade dos serviços de comunicação prestados pelo profissional guia-intérprete.