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A guia-interpretação para pessoas com surdocegueira, de acordo com Chambers, Moore e Ramey (2019), constitui um subcampo da interpretação de línguas de sinais cujas atividades e pesquisas estão em desenvolvimento. Segundo as autoras, são poucos “os recursos e as formações disponíveis para quem deseja aprender sobre guia-interpretação para pessoas com surdocegueira, mas eles são os degraus para que o conhecimento e a formação sejam implementados em um curso de formação de intérpretes” (Chambers, Moore & Ramey, 2019, p. 92). No Brasil, a formação de guia-intérpretes tem acontecido principalmente através de cursos livres ofertados por organizações da sociedade civil desde 1999. O curso Guia-intérprete - oferecido pela parceria entre o Grupo Brasil de Apoio ao Surdocego e Múltiplo Deficiente Sensorial e a Ahimsa - Associação Educacional para Múltipla Deficiência - exige, como pré-requisito aos interessados, conhecimento intermediário em língua brasileira de sinais (Libras).


A guia-interpretação para pessoas com surdocegueira é compreendida como um campo específico da atuação profissional em línguas de sinais. De acordo com o texto, a


A

guia-interpretação constitui um campo consolidado da interpretação, contando com ampla oferta de cursos superiores consolidados e materiais didáticos especializados desde a década de 1990.


B

formação de guia-intérpretes no Brasil ocorre prioritariamente em cursos universitários, os quais exigem domínio avançado de Libras e estágio supervisionado obrigatório.


C

guia-interpretação é um subcampo em desenvolvimento, com oferta predominante de cursos livres promovidos por organizações da sociedade civil, que exigem conhecimento intermediário em Libras.


D

formação de guia-intérpretes é recente no Brasil e dispensa pré-requisitos linguísticos, concentrando-se apenas em atividades práticas de curta duração.