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As línguas de sinais tendem a ser monossilábicas e, diferentemente das línguas faladas, possuem uma abundância de palavras monossilábicas polimorfêmicas.
Observe um classificador que ilustra essa premissa:

A tabela compara o formato canônico das palavras, de acordo com o número de sílabas e morfemas.

Com base na análise da organização morfofonológica das línguas de sinais e na comparação com as línguas orais apresentada, considera-se que a complexidade estrutural dos sinais decorre da
preferência por processos de derivação linear, nos quais os afixos são adicionados, sequencialmente, antes ou depois da raiz.
necessidade de aumentar o número de segmentos silábicos para comportar a inserção de novos morfemas gramaticais em estruturas complexas de classificadores.
articulação simultânea de traços morfológicos que se sobrepõem à unidade silábica, diferenciando-se da estratégia de concatenação sequencial predominante em línguas orais polissintéticas.
natureza monomorfêmica da maioria dos sinais de base, o que restringe a carga informacional de cada item lexical a um único conceito semântico por articulação.
limitação do canal visual-espacial, que impede a coocorrência morfológica simultânea e obriga a língua a organizar seus traços de forma polissilábica.