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Considerando a concepção discursivo-interacionista adotada no texto “O ensino de português como segunda língua para surdos: princípios teóricos e metodológicos” (Pereira, 2014), assinale a alternativa que explicita corretamente o posicionamento do autor frente às características gramaticais e sintáticas observadas nas produções escritas dos alunos surdos analisados no texto.
A persistência de estruturas oracionais curtas e a omissão de vocábulos funcionais nas séries finais demonstram que a mediação constante pela língua de sinais obstrui a internalização natural da sintaxe da língua majoritária.
As frequentes inconsistências na flexão verbal refletem uma assimilação mecânica do sistema linguístico, consequência pedagógica direta da exposição precoce desses aprendizes a gêneros textuais não adaptados.
As construções morfológicas atípicas e a simplificação vocabular são interpretadas como vestígios da formulação ativa de hipóteses linguísticas, justificadas pela defasagem temporal de acesso inicial a uma língua consolidada.
A ocorrência de desvios coesivos evidencia que a percepção estritamente visual da modalidade escrita bloqueia o reconhecimento das marcas de articulação discursiva, inviabilizando a fluência letrada do indivíduo.
O emprego prevalente de verbos flexionados na primeira pessoa do singular atesta que a atuação inicial do docente como escriba na produção textual inibiu a compreensão das relações de interlocução dialógica.