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O intérprete deve realizar adaptações discursivas em Libras, mobilizando recursos visuais e estratégias explicativas próprias, uma vez que sua atribuição inclui a promoção da equivalência semântica e da aprendizagem conceitual do estudante.
As dificuldades de leitura apresentadas por sujeitos surdos decorrem predominantemente da complexidade morfossintática da Língua Portuguesa, sendo a linguagem figurada um fator secundário, de menor impacto no processamento textual.
A omissão de elementos como verbos de ligação e preposições em produções escritas de sujeitos surdos pode ser compreendida como efeito de transferência estrutural da língua de sinais, não devendo ser interpretada exclusivamente como erro, mas como manifestação de uma interlíngua em processo de constituição.
A influência da língua de sinais sobre a escrita em Língua Portuguesa deve ser evitada por meio da supressão de estratégias visuais e espaciais, uma vez que tais elementos interferem negativamente na consolidação de estruturas gramaticais adequadas.
A leitura em Língua Portuguesa por sujeitos surdos independe de processos cognitivos complexos, estando restrita à decodificação de unidades lexicais, sem implicações relevantes para o desenvolvimento da linguagem e da integração social.
A presença de estruturas não convencionais na escrita de sujeitos surdos evidencia insuficiência cognitiva no processamento linguístico, especialmente no que se refere à organização sintática e ao domínio lexical da língua escrita.