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A compreensão sobre a surdez passou por um significativo deslocamento semântico-científico ao longo da história, transitando de uma visão clínico-patológica para uma perspectiva socioantropológica. Acerca dessas concepções e de suas implicações nas práticas sociais e educacionais, assinale a alternativa correta.
A abordagem clínico-terapêutica define a surdez como déficit auditivo, mas amplia ao integrar experiências subjetivas e fatores psicossociais e culturais.
Na perspectiva socioantropológica, a surdez é vista como diferença cultural, valorizando história, crenças e linguagem do grupo.
Os documentos oficiais do MEC ignoram a identidade e a cultura surda, pautando-se na concepção clínico-terapêutica para definir a escolarização do aluno com surdez.
Na visão clínica, a educação é concebida como processo terapêutico, baseada na ideia de que a oralidade não interfere no desenvolvimento cognitivo do aluno.
Na concepção socioantropológica, a escola é vista como centro de reabilitação, subordinando a pedagogia aos diagnósticos médicos para suprir a falta da audição e da fala.