Em 1912, nos Estados Unidos, um homem chamado Robert J. Atkinson perdeu a visão por acidente. Desapontado com a pouca disponibilidade de livros para cegos, em 1934, ele inventou um sistema que deu origem ao primeiro livro falado, o qual foi por ele batizado de Readophone. Data do período Pós-Guerras, outra inovação neste segmento: a gravação de obras literárias e teatrais destinadas ao entretenimento de soldados que perderam a visão em batalha. Nascia, assim, o audiobook (áudio-livro). De acordo com os estudos de Mattoso (2012), atualmente, o áudio-livro e o livro falado distinguem-se a partir das características de:
A
comercialização, sendo o primeiro um produto distribuído gratuitamente pois integra estratégias de políticas públicas de todos os países do mundo, e o segundo um produto de consumo a partir do e-commerce.
B
acesso, pois o primeiro é distribuído gratuitamente para cegos do mundo inteiro, e o segundo deve ser comprado com pagamento à vista.
C
formato, considerando que o primeiro, como a própria expressão diz, é um formato tecnológico para ser ouvido, e o segundo, para ser falado.
D
recepção, porque o primeiro fala quando o leitor abre a capa, e segundo precisa de um equipamento para ser ouvido.
E
produção, pois o primeiro é elaborado por ledores-atores que interpretam as obras com apoio de efeitos sonoros, e o segundo preconiza a ausência de efeitos sonoros ou músicas, bem como a isenção de interpretação por parte do ledor.