Considerando-se que “a carência de informações sensoriais tão básicas, como aquelas advindas dos sentidos da visão e da audição, fazem com que cada criança, quando exposta a um estímulo, consiga absorver apenas parte dessa informação”, fundamentada em Erikson (2002), Nascimento (2006) destaca que o papel do professor, intérprete ou guia-intérprete junto à criança surdocega será o de:
A
suprir a carência de funcionamento sensorial com estímulos organizados e significativos, de modo que as informações do mundo cheguem à criança de forma estruturada e sistematizada, permitindo-lhe começar a construir seu mundo e a construir o conhecimento como um todo.
B
mediar a comunicação com o mundo, antecipando à pessoa surdocega aspectos informacionais de modo a protegê-la de possíveis riscos e situações críticas na vida.
C
articular o processo comunicacional a partir de um diagnóstico do ambiente onde a criança surdocega vive, potencializando estímulos em família para criar vínculos afetivos.
D
estruturar processos comunicacionais que favoreçam à pessoa surdocega o acesso à informação, protengendo-a de exposição à avalanche de informações do mundo atual.
E
comunicar os estímulos do mundo de modo a cobrir lacunas informacionais deixadas pela ausência dos sentidos da visão e da audição, potencializando a chance de conhecer a vida.