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Caso clínico para responder às questões 12 e 13.
Uma paciente primigesta, 23 anos de idade, idade gestacional calculada pelo último ciclo menstrual (DUM) de 29 semanas, procura a emergência queixando-se de dor em cólica no baixo ventre, calafrios e corrimento vaginal mais líquido e aumentado há três dias. Ao exame, encontrava-se em bom estado geral, corada, hidratada, FC = 102 bpm; FR 20 irpm; SatO2 = 96%; TAX = 36,7 ºC; PA = 100 mmHg x 70 mmHg, altura de fundo uterino = 27 cm; dinâmica uterina ausente em 20 minutos de observação. Exame especular: colo uterino fechado, secreção vaginal abundante, fluida, leitosa. Teste de pH com fita específica resultou em 4,6. Índice de líquido amniótico aferido por ecografia realizada na emergência = 70 mm. A paciente foi então internada para observação clínica e de curva térmica. Posteriormente foram solicitados HC, EAS e urocultura.
Com base nesse caso clínico e considerando os conhecimentos médicos correlatos, assinale a alternativa correta.
O índice de líquido amniótico está abaixo do percentil 5 para a idade gestacional, o que corrobora com a hipótese de perda líquida por rotura prematura de membranas, embora não seja possível descartar outra causa de oligoâmnio.
Para confirmar o diagnóstico de rotura prematura de membranas, é necessário o teste da fibronectina fetal, que por ser altamente específico, quando positivo, indica o diagnóstico de rotura de membranas.
A secreção abundante visualizada ao exame especular poderia ser vaginose bacteriana, porém, nesse caso, esse valor do pH sugere fortemente se tratar de líquido amniótico.
A ausência de dinâmica uterina durante o exame exclui o risco de trabalho de parto pelas próximas 24 h.
Presença de uma vaginite como fator desencadeante do quadro, nesse caso não, é relevante, pois a secreção vaginal não tem característica purulenta e nem odor fétido.