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Sobre traumatismo na infância, assinale a alternativa ERRADA.
Adolescente de 13 anos vítima de ferimento por arma branca em quadrante inferior esquerdo do abdome. Após a avaliação primária, opta-se por laparotomia exploradora. Os achados intraoperatórios são: - pequena lesão de sigmoide (menor que 25% da circunferência da alça); - hematoma de zona 3 do retroperitônio. Nesse momento, o paciente está estável, com reposição volêmica de cristalóide. A informação do anestesiologista é que a gasometria está boa e não necessita de drogas vasoativas. A conduta do médico, nesse momento, é sutura primária do colo e exploração do hematoma, avisando à equipe de anestesia da chance de descompensação hemodinâmica iminente.
A maior complacência da parede torácica torna comum a ocorrência de contusão pulmonar mesmo na ausência de fraturas das costelas. Apesar disso, por causa da maior mobilidade das estruturas do mediastino, as crianças são menos propensas a desenvolver pneumotórax hipertensivo.
Traumas não acidentais correspondem a até 5% das lesões graves em crianças, sendo causa importante de morbimortalidade em pediatria. É dever do médico, além do atendimento à criança, estar atento a situações de demora para buscar ajuda, histórias vagas, discordantes e inconsistentes, lesões inexplicadas ou fraturas em diferentes estágios de consolidação.
Mantendo instabilidade hemodinâmica, mesmo com adequada reposição volêmica indica laparotomia exploradora de emergência para controle do sangramento.
A tomografia computadorizada deve ser realizada na presença de estabilidade hemodinâmica, não deve atrasar o tratamento definitivo e deve ser usada a menor dose de radiação possível.