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Você foi chamado em consultoria para prescrever a terapia nutricional de um paciente do sexo masculino de 38 anos com doença de Crohn grave (investigação prévia demonstrou segmentos de estenose significativa no intestino delgado). É a terceira internação em 6 meses, esta última motivada por dor abdominal e suboclusão intestinal. Após corticoide e jejum, apresentou melhora ao longo de 4 dias e refere desejo de se alimentar. Ele não se alimenta adequadamente há 9 dias e perdeu 4% do peso corporal nos últimos 6 meses e tem IMC na admissão hospitalar de 21,5 kg/m2. Assinale abaixo a opção de prescrição nutricional mais adequada para este caso.
Nutrição parenteral, visando uma meta de calorias de 30 kcal/kg/dia e proteína de 1,5 g/kg/dia ao longo de 7 dias; nutrição oral com alimentos líquidos e sem lactose.
Colocar SNE e iniciar alimentação com fórmula oligomérica sem fibra. Meta inicial de calorias na ordem de 30 kcal/kg/dia e proteína em 1,5 g/kg/dia. Checar tolerância e monitorar composição corporal.
Programar um período de 7-14 dias de alimentação oral, mas exclusivamente consumindo o conteúdo de fórmula enteral polimérica, sem fibra. Monitorar tolerância e efetividade da terapia em melhorar a composição corporal.
Iniciar alimentação oral com baixo teor de fibra. Retirar lactose se apresentar quadro de intolerância. Meta inicial de calorias na ordem de 30 kcal/kg/dia e proteína em 1,5 g/kg/dia. Monitorar tolerância do trato digestório e reprogramar avaliação de composição corporal.
Programar oferta enteral em 60-70% das necessidades energéticas estimadas e 30-40% de nutrientes parenterais (nutrição parenteral suplementar). Não usar fibra enteral. Ofertar sachê enteral de glutamina. Compor parte da oferta lipídica da nutrição parenteral com ácido graxo ômega-3.