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Em relação ao tratamento do doente com obesidade, assinale a alternativa INCORRETA.
Aconselhamento sobre orientação dietética e mudança de hábitos de vida iniciam na internação e devem ter continuidade após alta hospitalar. Uso de fármacos para obesidade tem maior impacto nos doentes com dificuldade de iniciar e manter novos hábitos, especialmente com IMC superior a 40 kg/m2 e/ou com duas ou mais morbidades associadas.
Indicações para cirurgia bariátrica abrangem IMC maior ou igual 40 kg/m2 (ou 35 kg/m2 com significantes comorbidades relacionadas à obesidade, como hipertensão arterial ou diabete), falha de tratamentos menos invasivos, perfil psiquiátrico adequado e ausência de contraindicações à cirurgia.
Déficits nutricionais são prevalentes em pacientes obesos, como sarcopenia e depleção nos níveis de cálcio, vitamina D e vitamina B12; níveis de vitaminas A, K e E costumam estar normais.
Diferentes procedimentos cirúrgicos são disponíveis para cirurgia bariátrica e atendem perfis específicos de pacientes. Incluem banda gástrica laparoscópica ajustável (restritivo), bypass jejunoileal (disabsortiva), “duodenal switch” com derivação biliopancreática (disabsortiva), bypass gástrico com desvio intestinal em “Y de Roux” (misto).
Déficit de nutrientes após cirurgia bariátrica é prevalente e necessita monitoramento e correção quando necessário. Inclui desnutrição proteica, anemia, deficiência de vitamina B12, tiamina e folato, deficiência de vitamina D e cálcio, deficiência de zinco, magnésio e selênio.