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Há várias concepções muito erradas a respeito da presença de sopro na ausculta cardíaca na idade pediátrica. Esses “mitos” contribuem para um “alarme” inadequado ou, em sua ausência, para não valorizar outros sintomas e sinais de cardiopatias graves. Assinale a alternativa INCORRETA sobre o assunto.
O sopro deve ser considerado inocente, ou seja, ausência de problema estrutural, quando houver frêmito, e além disso, sopros diastólicos, cliques, ritmo de galope ou atrito pericárdico implicam ausência de cardiopatia congênita ou adquirida.
A ausência de história e de alterações no exame físico, como cianose, desvio de ictus, levantamento de mesocárdio, bulhas palpáveis, anomalias de pulsos e de frêmitos já deixa muito mais provável que o sopro seja inocente.
Crianças com infecções repetidas de vias aéreas ou com hipodesenvolvimento ponderoestatural necessitam afastar a presença de cardiopatias mesmo que não tenham sopro.
Sopros intensos não significam doença cardíaca grave. Crianças com lesões extremamente graves e insuficiência cardíaca podem apresentar sopros pequenos ou curtos ou mesmo não apresentar sopros enquanto descompensadas.
A criança pode ter cianose, dispneia, baixo débito cardíaco ou arritmias graves (ou uma mistura desses elementos) e não ter sopro, mas nem por isso deixa de possuir eventualmente uma anomalia cardíaca grave.