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Diabetes Mellitus (DM) é uma doença comum no idoso, chegando a prevalências superiores a 20%. Peculiaridades associadas ao envelhecimento tornam o diagnóstico, as escolhas terapêuticas e os alvos de tratamento um desafio na prática clínica. Sobre o DM tipo 2 no idoso, podemos afirmar:
Estratégias não-farmacológicas intensivas, como exercícios físicos, readequação alimentar e perda de peso, apesar de muito bem estabelecidas para a prevenção e tratamento do DM em adultos, devem ser evitadas em idosos.
O diagnóstico do DM se modifica com a idade do paciente, sendo o ponto de corte de hemoglobina glicada (HbA1c) de 8% entre octagenários.
A apresentação do DM tipo 2 em idosos é frequentemente sintomática, em parte pela redução das reservas funcionais orgânicas e maior vulnerabilidade.
O tratamento do DM tipo 2 em idosos com agentes hipoglicemiantes orais é preferencial à insulina, sendo a associação entre metformina e glibenclamida a mais indicada como escolha inicial por atuar tanto sobre a resistência à insulina como na liberação do hormônio pelas células beta do pâncreas.
É consenso entre diversas entidades de referência ao tratamento do DM tipo 2 que a idade por si só não deve ser considerada um limitador do tratamento e de seus alvos em idosos.