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Leia o caso clínico a seguir. Júlia, de 15 anos, chegou ao...

Leia o caso clínico a seguir.

Júlia, de 15 anos, chegou ao consultório acompanhada pela mãe, que está muito preocupada com a filha. Disse que ela está “rebelde” e só quer saber dos amigos. Observa que ela está mais nervosa e que, com frequência, passa do sorriso ao choro com facilidade. Relata alimentação irregular e ingestão habitual de grande quantidade de salgados e refrigerantes. Quando pequena, era obesa e é uma luta para que não engorde novamente. Quando Júlia foi ouvida sem a presença da mãe, disse que come para se acalmar. Mas, quando vê que passou da conta, sente muito mal consigo mesma, por não conseguir se controlar. Sente vergonha do próprio corpo, pois queria ser magra como algumas colegas. Já sofreu muito na escola, pois era mais gordinha quando criança e era isolada e ridicularizada pelos colegas. Disse que, por isso, provoca vômitos, umas quatro vezes por semana. Sua mãe não sabe disso. Não quer que ela saiba, pois vai brigar com ela. Diz que a mãe “implica” muito com ela e que não aguenta ficar em casa. Só alguns amigos a entendem.

O comportamento da adolescente indica


A

uma rebeldia preocupante, compatível com transtorno de conduta, além do transtorno alimentar, necessitando de quebra do sigilo médico, para que a família possa auxiliá-la.


B

um conflito familiar, pois demonstra não gostar dos pais e só querer saber dos amigos “que a entendem”, levando a um comportamento alimentar inadequado, que uma terapia familiar pode ajudar.


C

a crise normal da adolescência e comportamento alimentar inadequado, muito habitual nessa idade, justificando um aconselhamento, sem quebra do sigilo médico, para manter uma boa relação médico-paciente.


D

a crise normal da adolescência e transtorno alimentar, provavelmente secundário ao bullying sofrido na infância, que precisa de intervenções multiprofissionais, justificando a quebra do sigilo médico.