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Os pais de Carlos, adolescente com 13 anos de idade, consultam o médico por estarem preocupados com o aumento bilateral das mamas de seu filho, e apreensivos, com seu emocional. O filho tem reclamado de ser alvo de zombarias dos colegas de classe. O pai refere que apresentou a mesma ocorrência, quando era adolescente. O sintoma iniciou há dois meses. Nega dor local, ou presença de secreção. Nega uso de drogas ou suplementos alimentares e/ou energéticos; nega doenças crônicas.
Ao exame clínico foram observados: desenvolvimento pubertário, Tanner 3; glândula mamária palpável bilateralmente com 2,5 cm de diâmetro; ausência de sinais flogísticos, indolor à palpação; expressão manual da mama, negativa.
Qual a conduta?
Suspeitar de desequilíbrio hormonal. Solicitar dosagem de testosterona, estradiol FSH e LH.
Encaminhar para avaliação com cirurgião, tendo vista ser um sintoma inesperado na puberdade em meninos. Solicitar biopsia.
Solicitar exames e prescrever tamoxifeno 10 miligramas 1 vez por dia durante 2 meses. Punção e análise da amostra.
Tranquilizar o paciente, orientar quanto à normalidade do processo e monitorizar ambulatoriamente.
Evento inusitado no sexo masculino. Solicitar exame de cariótipo, estudo ecográfico e biópsia.