Questões de Concurso sobre Endocrinologia pediátrica

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
527 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Menina de 11 anos, baixa estatura e vel. de crescimento reduzida, apresenta IGF-1 baixo para a idade e teste de estímulo com pico de GH < 5 ng/mL em dois protocolos distintos. Esse padrão é mais compatível com:


A

atraso constitucional do crescimento e da puberdade.


B

deficiência de hormônio do crescimento.


C

hipotiroidismo subclínico isolado.


D

resistência periférica à insulina.


E

hipercortisolismo de origem iatrogênica.

Uma menina de 7 anos apresenta desenvolvimento de pelos pubianos (Tanner 2) e odor axilar, sem desenvolvimento mamário (Tanner 1). A idade óssea é de 8 anos. A 17-hidroxiprogesterona (17-OHP) basal é de 150 ng/dL (VR < 100 ng/dL) e o Sulfato de Deidroepiandrosterona (DHEA-S) está discretamente elevado para a idade. Qual a conduta?


A

Realizar teste de estímulo com análogo do Hormônio Liberador de Gonadotrofinas (GnRH) para diagnosticar Puberdade Precoce Central (PPC).


B

Iniciar bloqueio puberal com análogo do GnRH para preservar a estatura final.


C

Realizar teste de estímulo com Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH) (Cortrosina) para confirmar Hiperplasia Adrenal Congênita forma não clássica.


D

Diagnóstico de Adrenarca Precoce; tranquilização e acompanhamento clínico, pois os exames afastam formas graves de Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC) e puberdade precoce central.

Adolescente de 14 anos, previamente hígido, chega ao pronto atendimento com história de poliúria e polidipsia há 10 dias, perda ponderal e sonolência progressiva. Ao exame: desidratado, FC 128 bpm, PA 96/60 mmHg, sem respiração de Kussmaul. Glasgow 13, sem déficits focais. Exames laboratoriais:


• Glicemia: 980 mg/dL;

• pH venoso: 7,32;

• Bicarbonato: 19 mEq/L;

• Sódio: 156 mEq/L;

• Osmolaridade calculada: 346 mOsm/kg;

• Cetonemia: traços;

• Creatinina discretamente elevada;

• Sem sinais de infecção.


Com base na fisiopatologia das emergências hiperglicêmicas descrita nas revisões de HHS, qual é a conduta inicial mais apropriada?


A

Iniciar insulina intravenosa imediatamente em dose plena (0,1 U/kg/h) e hidratação rápida para corrigir hiperosmolaridade.


B

Priorizar expansão com solução salina isotônica de modo gradual para redução lenta da osmolaridade antes de iniciar insulina em baixa dose.


C

Administrar bicarbonato intravenoso devido ao bicarbonato próximo de 18 mEq/L.


D

Tratar como cetoacidose diabética típica, porque a osmolaridade elevada não altera a estratégia terapêutica.


E

Indicar manitol profilático devido ao risco de edema cerebral antes de qualquer outra intervenção.

Assinale a alternativa que descreve corretamente uma fisiopatologia ou achado comum da hipocalcemia em crianças.


A

A hipocalcemia ocorre tipicamente com níveis elevados de PTH.


B

A hipomagnesemia pode levar à hipocalcemia por interferir na secreção e na ação do PTH.


C

O sintoma mais comum é a hipertensão arterial.


D

Todo caso de hipocalcemia cursa com taquicardia.


E

Crianças com hipocalcemia apresentam hiporreflexia pela menor excitabilidade neuromuscular.

Em relação ao desenvolvimento puberal normal e seus distúrbios, assinale a alternativa correta de acordo com as evidências atuais.


A

A ausência de telarca aos 13 anos em meninas é critério clássico para investigação de puberdade atrasada.


B

O volume uterino maior que 35 mm ao ultrassom indica ausência de estrogênio e é típico de quadros não progressivos.


C

Puberdade precoce central deve ser definida apenas quando ocorre antes de 7 anos em meninas, conforme recomendação universal.


D

A progressão lenta da puberdade em meninas entre 7 e 9 anos deve sempre ser tratada com análogo de GnRH.


E

O pico de LH após estímulo com GnRH não é útil para diferenciar puberdade central progressiva de variantes benignas.

Lactente de 7 meses é levado ao pronto atendimento por sonolência. A mãe relata jejum de 7 horas devido a quadro viral. Exames durante a hipoglicemia (glicemia 41 mg/dL):


• Insulina: indetectável;

• Beta-hidroxibutirato: 0,2 mmol/L;

• Ácidos graxos livres: elevados;

• Lactato: normal;

• Amônia: normal;

• Gasometria: sem acidose;

• Sem hepatomegalia;

• Recuperação lenta após administração de glicose IV.


Qual é o diagnóstico funcional mais compatível com esse caso?


A

Hipoglicemia cetótica idiopática (IKH) típica.


B

Glicogenose tipo I (GSD Ia).


C

Hiperinsulinismo congênito.


D

Deficiência de frutose-1,6-bisfosfatase.


E

Defeito de β-oxidação de ácidos graxos (FAO).

Em relação ao acompanhamento multiprofissional de crianças e adolescentes com doenças endócrinas crônicas, assinale a alternativa correta.


A

O papel da equipe multiprofissional é secundário e deve ser acionado apenas se houver complicações estabelecidas.


B

A educação em saúde (DSMES) deve ser oferecida apenas no momento do diagnóstico, não havendo indicação de revisão contínua.


C

O envolvimento familiar deve ser progressivamente reduzido a partir dos 10 anos, para estimular autonomia plena precoce do adolescente.


D

Abordagens multiprofissionais (endocrinologista, enfermagem, nutrição, psicologia, serviço social) melhoram adesão, segurança e reduzem risco de internações.


E

A avaliação psicossocial deve ser feita apenas quando o paciente apresenta sinais evidentes de sofrimento emocional.

Sobre o diagnóstico de diabetes tipo 1 em crianças e adolescentes, assinale a alternativa correta.


A

A A1C é o exame preferencial para diagnosticar diabetes tipo 1 em crianças sintomáticas.


B

A maior parte das crianças é diagnosticada por triagem laboratorial assintomática.


C

A presença de sintomas clássicos e glicemia casual ≥200 mg/dL é suficiente para diagnóstico.


D

Autoanticorpos são obrigatórios para confirmar diagnóstico.


E

O pico de incidência ocorre entre 4 e 6 anos.

Menina de 13 anos, IMC 27 kg/m², história familiar de diabetes tipo 2, apresenta poliúria, polidipsia e perda de peso. Exames:


• Glicemia casual: 308 mg/dL;

• Cetonúria ausente;

• Autoanticorpos anti-GAD e IA-2: positivos;

• Peptídeo C: baixo para idade.


Qual é o diagnóstico mais provável?


A

Diabetes tipo 2 pela obesidade e histórico familiar.


B

Diabetes monogênico (MODY).


C

Diabetes híbrido sem definição clara.


D

Diabetes tipo 2 cetose-prone.


E

Diabetes tipo 1 autoimune.

Considerando que um adolescente de 13 anos apresenta queixa de atraso puberal, o aspecto que deve ser avaliado prioritariamente no exame físico é:


A

Aferição da pressão arterial, sem avaliação puberal, considerando apenas risco cardiovascular.


B

Ausculta cardíaca, sem relação direta com puberdade, priorizando avaliação funcional.


C

Avaliação dermatológica, sem impacto no diagnóstico puberal, considerando apenas alterações cutâneas.


D

Estadiamento puberal segundo critérios de Tanner, avaliando desenvolvimento mamário, genital e pilificação, correlacionando com idade óssea e histórico familiar.


E

Avaliação neurológica, sem relação com puberdade, priorizando reflexos e coordenação motora.

A avaliação do crescimento infantil é fundamental para o diagnóstico precoce de distúrbios hormonais e metabólicos. O acompanhamento regular permite identificar desvios da curva de crescimento e definir o momento de investigação endocrinológica. Deve-se investigar o déficit de crescimento em casos de


A

crianças com diagnóstico de baixa estatura (Z-escore < –5) ou desaceleração de crescimento após os 5 a 7 anos de idade.


B

crianças com diagnóstico de baixa estatura apenas quando há história familiar de nanismo.


C

crianças com estatura abaixo do percentil 50, independentemente da velocidade de crescimento.


D

crianças que não atingirem 10 cm de crescimento anual em qualquer idade.


E

crianças com Z-escore inferior a –2 e puberdade normal.

Assinale a alternativa que se refere corretamente às metas de tratamento glicêmico primárias para Diabetes Mellitus tipo 2 confirmado por hiperglicemia sintomática e anticorpos negativos para autoimunidade.


A

HbA1c inferior a 6,5%, glicemia de jejum inferior a 100 mg/dL e glicemia pós-prandial inferior a 140 mg/dL, priorizando metas estritas para prevenção de comorbidades.


B

HbA1c inferior a 7%, glicemia de jejum e pré-prandial entre 70-130 mg/dL, glicemia pós-prandial inferior a 180 mg/dL e tempo no alvo (TIR 70-180 mg/dL) superior a 70%.


C

HbA1c inferior a 7,5%, glicemia de jejum entre 80-130 mg/dL e glicemia ao deitar entre 100- 180 mg/dL, com ênfase em metas para diabetes tipo 1.


D

HbA1c inferior a 8%, glicemia de jejum entre 90-150 mg/dL e glicemia pós-prandial inferior a 200 mg/dL, ajustadas para idoso frágil adaptado à pediatria.


E

HbA1c inferior a 8,5%, glicemia de jejum entre 100-180 mg/dL e glicemia pós-prandial sem limite específico, focando em evitar hipoglicemia em crianças.

Assinale a alternativa que se refere corretamente às características principais da hiperplasia adrenal congênita (HAC).


A

Doença autossômica dominante com hiperplasia nodular do córtex adrenal, resultando em excesso de cortisol e supressão androgênica, sem crise de perda de sal, confirmada por dosagem baixa de 17-hidroxiprogesterona e imagem por tomografia.


B

Grupo de doenças autossômicas recessivas com deficiência enzimática no córtex adrenal, levando à hiperprodução de andrógenos e possível insuficiência suprarrenal, com a forma mais comum sendo a deficiência de 21-hidroxilase, detectada por elevação de 17-hidroxiprogesterona na triagem neonatal.


C

Condição adquirida por infecção viral com inflamação transitória da suprarrenal, manifestando tireotoxicose inicial seguida de insuficiência adrenal reversível, sem componente genético ou necessidade de triagem neonatal rotineira.


D

Mutação monogênica X-ligada com atrofia suprarrenal progressiva, associada à leucodistrofia cerebral e hiperandrogenismo isolado em meninos, diagnosticada por dosagem de ácidos graxos de cadeia muito longa.


E

Hiperplasia suprarrenal secundária a tumor hipofisário, com excesso de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) e hipercortisolismo, sem ambiguidade genital ou distúrbios eletrolíticos na apresentação neonatal típica.

Um recém-nascido a termo, assintomático, apresenta dosagem de hormônio tireoestimulante (TSH) de 25 mUI/L na triagem neonatal realizada no terceiro dia de vida, em amostra de sangue colhida por punção no calcanhar. Não há história materna de tireoidopatias ou exposição a iodo.


A conduta inicial deve ser:


A

Cintilografia tireoidiana com iodo radioativo para avaliação funcional, com adiamento do tratamento hormonal até confirmação etiológica definitiva.


B

Repetição da triagem neonatal em papel-filtro após 1 semana, com observação expectante se TSH persistir entre 10-20 mUI/L, sem necessidade de exames séricos iniciais.


C

Dosagem sérica imediata de TSH e tiroxina livre (T4 livre), com início de levotiroxina se TSH >20 mUI/L e T4 livre abaixo do normal, visando prevenir deficiências neurológicas.


D

Ultrassonografia de tireoide para detecção de disgenesia, seguida de dosagem de tireoglobulina sérica, priorizando imagem antes de testes hormonais confirmatórios.


E

Dosagem de anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO) e antitireoglobulina (anti-Tg) para exclusão de tireoidite autoimune transitória, com tratamento sintomático, se positivo.

A cronologia do aparecimento da puberdade, telarca e menarca na adolescente normal é caracterizada pelo:


A

Início com pubarca entre 7-12 anos (média 9 anos), seguido de telarca e menarca imediata aos 11 anos, com aceleração do crescimento estatural como marco inicial, requerendo dosagem de hormônio luteinizante (LH) basal.


B

Início simultâneo de telarca e menarca aos 9-10 anos, com pubarca tardia após os 13 anos, associada a pico de velocidade de crescimento pós-menarca, indicando variante da normalidade com monitoramento anual.


C

Início com telarca (desenvolvimento mamário) entre 8-13 anos (média 10-11 anos), seguido de pubarca (aparecimento de pelos pubianos) e menarca (primeira menstruação) 2-3 anos após a telarca, com média aos 12-13 anos, representando sequência fisiológica esperada sem necessidade de investigação adicional.


D

Início com menarca aos 10 anos, precedido por pubarca e telarca em sequência reversa, com desaceleração estatural como sinal de maturação precoce, necessitando de teste de estímulo com hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH).


E

Início com telarca isolado aos 7 anos, evoluindo para pubarca aos 8 anos e menarca aos 9 anos, com idade óssea avançada em 1 ano, compatível com puberdade precoce periférica e indicação de ultrassonografia pélvica.

Uma criança de 5 anos é levada ao consultório de endocrinologia pediátrica por ganho de peso excessivo nos últimos 2 anos, com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima do percentil 97 nas curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), velocidade de crescimento preservada, ausência de dismorfismos ou deficiências intelectuais e história de hábitos alimentares inadequados com sedentarismo familiar.


A abordagem inicial recomendada para essa condição é:


A

Dosagem sérica de leptina e sequenciamento genético para mutações no gene do receptor de melanocortina tipo 4 (MC4R), visando excluir obesidade monogênica grave de início precoce.


B

Mudança de hábitos de vida com promoção de alimentação saudável, atividade física regular e envolvimento familiar multidisciplinar, sem investigação endócrina imediata, pois sugere obesidade exógena multifatorial comum.


C

Avaliação laboratorial para hipotireoidismo com dosagem de hormônio tireoestimulante (TSH) e tiroxina livre (T4 livre), devido ao risco de causas endócrinas em obesidade infantil sem baixa estatura evidente.


D

Início empírico de metformina oral para melhora da sensibilidade à insulina, associada à restrição calórica rigorosa e monitoramento de glicemia capilar.


E

Ressonância magnética de hipófise para detecção de lesão hipotalâmica, com hiperfagia implícita como sinal de alerta para obesidade de origem central.

Recém-nascido, filho de mãe com hipotireoidismo autoimune, apresenta sonolência excessiva, dificuldade de sucção e macroglossia. A triagem neonatal revelou elevação de TSH. A investigação demonstrou presença de anticorpos contra o receptor de TSH (TSH-R) circulantes.


Com base na fisiopatologia e nos possíveis desdobramentos clínicos do hipotireoidismo autoimune com anticorpos anti-TSH-R, qual característica representa o quadro descrito?


A

A presença de anticorpos anti-TSH-R transferidos por via placentária pode causar bloqueio funcional do receptor tireoidiano, resultando em hipotireoidismo transitório no neonato.


B

A presença de TSH elevado exclui a possibilidade de interferência imunológica materna, indicando disfunção tireoidiana intrínseca neonatal.


C

A transferência transplacentária de anticorpos anti-TPO é suficiente para justificar hipotireoidismo clínico no recém-nascido.


D

A função tireoidiana neonatal não é afetada por anticorpos maternos, sendo o achado de TSH elevado compatível apenas com formas permanentes da doença.


E

O diagnóstico de hipotireoidismo autoimune neonatal definitivo pode ser estabelecido apenas com a dosagem isolada de TSH ao nascimento.

No que diz respeito à hiperplasia adrenal congênita, assinale a alternativa correta.


A

É uma doença monogênica, autossômica recessiva.


B

A forma mais comum (95% dos casos) é decorrente de deficiência de 11-beta-hidroxilase.


C

Na suspeita da doença, a reposição de glicocorticoides só deve ser iniciada após a confirmação do diagnóstico pelas dosagens hormonais.


D

A deficiência enzimática leva ao aumento da síntese de cortisol.

Sobre a síndrome metabólica em crianças e adolescentes, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Algumas de suas definições, com variados pontos de corte dos critérios utilizados, podem subestimar sua prevalência.


B

Crianças e adolescentes com Índice de Massa Corporal normal e aumento da adiposidade abdominal também representam risco para síndrome metabólica.


C

A doença hepática gordurosa não alcoólica é doença hepática rara em crianças e adolescentes, e costuma ser assintomática na fase de esteatose inicial.


D

A hiperuricemia é um achado frequente em pacientes com síndrome metabólica. O consumo elevado de frutose está associado ao aumento da produção de ácido úrico.


E

Há várias definições de síndrome metabólica e a maioria ainda considera a presença de obesidade, hipertensão arterial, dislipidemia e alteração do metabolismo de carboidratos, embora outros fatores de risco têm sido associados a essa síndrome.

 
Ir para a página:
OK
 
Gerar simulado