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Adolescente de 14 anos, previamente hígido, chega ao pronto atendimento com história de...

Adolescente de 14 anos, previamente hígido, chega ao pronto atendimento com história de poliúria e polidipsia há 10 dias, perda ponderal e sonolência progressiva. Ao exame: desidratado, FC 128 bpm, PA 96/60 mmHg, sem respiração de Kussmaul. Glasgow 13, sem déficits focais. Exames laboratoriais:


• Glicemia: 980 mg/dL;

• pH venoso: 7,32;

• Bicarbonato: 19 mEq/L;

• Sódio: 156 mEq/L;

• Osmolaridade calculada: 346 mOsm/kg;

• Cetonemia: traços;

• Creatinina discretamente elevada;

• Sem sinais de infecção.


Com base na fisiopatologia das emergências hiperglicêmicas descrita nas revisões de HHS, qual é a conduta inicial mais apropriada?


A

Iniciar insulina intravenosa imediatamente em dose plena (0,1 U/kg/h) e hidratação rápida para corrigir hiperosmolaridade.


B

Priorizar expansão com solução salina isotônica de modo gradual para redução lenta da osmolaridade antes de iniciar insulina em baixa dose.


C

Administrar bicarbonato intravenoso devido ao bicarbonato próximo de 18 mEq/L.


D

Tratar como cetoacidose diabética típica, porque a osmolaridade elevada não altera a estratégia terapêutica.


E

Indicar manitol profilático devido ao risco de edema cerebral antes de qualquer outra intervenção.