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Uma criança de 5 anos é levada ao consultório de endocrinologia pediátrica por ganho de peso excessivo nos últimos 2 anos, com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima do percentil 97 nas curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), velocidade de crescimento preservada, ausência de dismorfismos ou deficiências intelectuais e história de hábitos alimentares inadequados com sedentarismo familiar.
A abordagem inicial recomendada para essa condição é:
Dosagem sérica de leptina e sequenciamento genético para mutações no gene do receptor de melanocortina tipo 4 (MC4R), visando excluir obesidade monogênica grave de início precoce.
Mudança de hábitos de vida com promoção de alimentação saudável, atividade física regular e envolvimento familiar multidisciplinar, sem investigação endócrina imediata, pois sugere obesidade exógena multifatorial comum.
Avaliação laboratorial para hipotireoidismo com dosagem de hormônio tireoestimulante (TSH) e tiroxina livre (T4 livre), devido ao risco de causas endócrinas em obesidade infantil sem baixa estatura evidente.
Início empírico de metformina oral para melhora da sensibilidade à insulina, associada à restrição calórica rigorosa e monitoramento de glicemia capilar.
Ressonância magnética de hipófise para detecção de lesão hipotalâmica, com hiperfagia implícita como sinal de alerta para obesidade de origem central.