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A constipação no idoso pode, além do desconforto e do incômodo, pelo próprio bolo fecal, predispor a outras condições, inclusive potencialmente graves, como, por exemplo, o delirium. Quanto às opções farmacológicas para o seu manejo, assinale a alternativa correta.
Laxantes emolientes (docusatos) auxiliam a entrada de água nas fezes, deixando-as menos líquidas, e são preferíveis em indivíduos com fissura anal ou hemorroidas, minimizando a sensação dolorosa.
Laxantes formadores de massa (carboximetilcelulose) absorvem a água da luz intestinal e aumentam o bolo fecal, sendo preferíveis na constipação funcional, mas podendo piorar os sintomas de trânsito lento.
Os lubrificantes (óleo mineral) são os mais indicados para idosos, pelo benefício duplo de liberação de bolo e de lubrificação da saída, com baixo risco de aspiração e depleção de certas vitaminas lipossolúveis.
Laxantes de contato (bisacodil) aceleram o peristaltismo rapidamente, podendo causar cólicas, e são indicados em casos de suspeita de obstrução intestinal.
Agentes procinéticos (bromoprida) aceleram o peristaltismo, sendo os mais eficazes, já testados em todos os cenários bem controlados sobre segurança e eficácia.