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Caso clínico 10 para responder às questões 38 e 39.
Uma motorista de 28 anos de idade que não usava cinto de segurança envolve-se em uma colisão. Ela está confusa e ansiosa, mas é capaz de dizer o próprio nome. A frequência respiratória é 28, o pulso 126 e a pressão sanguínea 96 mmHg x 70 mmHg. A paciente tem dois acessos venosos periféricos e recebeu um litro de cristaloide. Após isso, a frequência respiratória permanece em 28, o pulso é 136 e a pressão sanguínea é 90 mmHg x 70 mmHg. A radiografia de tórax da paciente mostra alargamento de mediastino e várias fraturas de arcos costais do lado esquerdo. A radiografia de pelve é normal. O FAST não mostra anormalidades cardíacas. Há líquido no espaço de Morrison. A frequência respiratória se altera para 36, o pulso para 140 e a pressão sanguínea para 80 mmHg na palpação. A paciente é encaminhada ao centro cirúrgico para controle operatório da hemorragia. São administrados sangue e plasma e inicia-se o protocolo de transfusão maciça.
Em relação ao caso clínico apresentado e considerando os tipos de choques e as respectivas causas principais, assinale a afirmativa correta.
O tamponamento cardíaco é mais comum no traumatismo fechado do coração, mas pode ocorrer como resultado de ferimentos penetrantes.
No pneumotórax hipertensivo, causa de choque cardiogênico, deve-se realizar prontamente “a descompressão por toracocentese no segundo espaço: intercostal.
No choque neurogênico, tem-se um quadro clássico composto por hipotensão sem' taquicardia e sem vasoconstrição cutânea.
É impossível um choque 'séptico ocorrer precocemente, mesmo entre os pacientes com lesão abdominal que demoram chegar a um serviço médico.
Em paciente traumatizado, deve-se primeiro confirmá-lo como: portador de hemorragia para classificado como choque hemorrágico.