Questões de Concurso sobre Cirurgia Plástica

 
 
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Qual ramo do trigêmeo é o principal responsável pela sensibilidade da pálpebra inferior e da região infraorbital, sendo fundamental em cirurgias estéticas?


A

Nervo infraorbital.


B

Nervo auriculotemporal.


C

Nervo supratroclear.


D

Nervo mentoniano.


E

Nervo zigomaticofacial.

Assinale a alternativa que descreve corretamente o papel funcional comprovado das ADSCs (células-tronco derivadas de adiposo) no reparo tecidual.


A

Aumentam diretamente a contração da ferida por ação miofibrilar.


B

Produzem matriz extracelular madura nas primeiras 24h.


C

Secretam fatores parácrinos que estimulam angiogênese e modulam inflamação.


D

Funcionam como barreira mecânica substituindo colágeno.


E

Atuam principalmente como células estruturais estáveis dentro do tecido cicatricial.

Assinale a alternativa que apresenta característica(s) típica(s) de suturas monofilamentares, conforme os princípios fundamentais de escolha do material.


A

Maior fricção tecidual e maior risco de abrigar bactérias.


B

Degradação exclusivamente por processos enzimáticos.


C

Maior flexibilidade e maior risco de rompimento durante o nó.


D

Menor resistência à passagem pelos tecidos e menor risco de infecção.


E

Tendência maior à memória, exigindo técnica de nó mais precisa.

De acordo com os princípios bioéticos aplicáveis à cirurgia plástica estética, assinale a alternativa que apresenta a conduta eticamente adequada do cirurgião no período pré-operatório de um procedimento eletivo.


A

Atender à solicitação do paciente sempre que o procedimento for tecnicamente possível, independentemente de suas motivações.


B

Postergar a discussão dos riscos e limitações para o momento da internação, quando a decisão já estiver consolidada.


C

Formalizar compromisso escrito garantindo o resultado estético esperado pelo paciente.


D

Realizar avaliação criteriosa das expectativas e das motivações do paciente, com esclarecimento completo sobre riscos, benefícios e limitações do procedimento.


E

Restringir as informações pré-operatórias aos aspectos técnicos da cirurgia, evitando abordagens subjetivas.

Uma criança de 4 anos, previamente submetida à queiloplastia aos 3 meses e à palatoplastia aos 12 meses, apresenta hipernasalidade persistente e dificuldade articulatória. Segundo as diretrizes atuais para o manejo das fendas labiopalatinas, qual é a conduta mais adequada nesse cenário?


A

Indicar reoperação cirúrgica imediata para alongamento do palato.


B

Encaminhar para avaliação multidisciplinar, incluindo fonoaudiologia e estudo instrumental da função velofaríngea.


C

Manter acompanhamento clínico até a idade escolar, sem intervenções adicionais por ora.


D

Priorizar terapia psicológica antes de qualquer abordagem funcional.


E

Iniciar uso empírico de prótese fonoarticulatória para compensar a hipernasalidade.

Um lactente de 6 meses com fissura labiopalatina unilateral apresenta colapso nasal ipsilateral, desvio septal e deformidade do arco alveolar. A equipe planeja correção primária. De acordo com os princípios atuais de reconstrução, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.


A

Executar rinoplastia completa com correção total das assimetrias e reposicionamento definitivo das cartilagens.


B

Realizar rinoplastia primária conservadora, com reposicionamento delicado das cartilagens e alongamento controlado da columela.


C

Evitar qualquer manipulação nasal durante a queiloplastia inicial, reservando correção para etapas posteriores.


D

Corrigir apenas o componente labial, postergando ajustes nas estruturas nasais para fase pré-escolar.


E

Priorizar expansão ortopédica prévia do arco alveolar antes de qualquer abordagem nasal.

Assinale a alternativa que apresenta o princípio oncológico fundamental na reconstrução de defeitos de cabeça e pescoço após ressecção tumoral.


A

Restaurar separações anatômicas (barreiras) e proteger estruturas vitais.


B

Priorizar fechamento cutâneo mesmo que comprometa função.


C

Utilizar apenas tecido local.


D

Evitar reconstrução tridimensional para reduzir tempo cirúrgico.


E

Priorizar resultados estéticos independentemente da função.

Em relação aos princípios de cobertura de defeitos da mão, assinale a alternativa que apresenta corretamente um princípio técnico fundamental.


A

Defeitos dorsais da mão sempre exigem retalhos microcirúrgicos.


B

Defeitos palmares exigem tecido de maior durabilidade e espessura, muitas vezes glabro.


C

Enxertos de pele parcial são suficientes para cobertura de exposição tendínea.


D

O avanço simples é preferível para defeitos maiores que 6 cm na palma.


E

Retalhos exclusivamente fasciocutâneos são sempre suficientes para reconstrução palmar profunda.

Paciente de 60 anos, diabético, chega ao serviço com dor desproporcional ao exame físico, eritema de rápida progressão, áreas violáceas e crepitação em coxa direita. Há febre, hipotensão e lactato elevado. Qual é a conduta definitiva e prioritária segundo as diretrizes mais recentes?


A

Iniciar antibiótico de amplo espectro e aguardar exames de imagem para confirmação.


B

Ressuscitação volêmica vigorosa e aguardar cultura para definir cirurgia.


C

Punção do subcutâneo antes de definir cirurgia.


D

Debridamento cirúrgico imediato associado a antibiótico de amplo espectro.


E

Realizar TC contrastada antes da cirurgia para avaliar extensão completa da fasciite.

Considerando um paciente pós-bariátrico com grande avental abdominal, flacidez multidirecional e dermatite recorrente, a conduta adequada é realizar


A

lipoaspiração isolada.


B

abdominoplastia em âncora.


C

dermolipectomia simples infraumbilical.


D

miniabdominoplastia.


E

lifting corporal circunferencial como primeira escolha obrigatória.

Paciente de 68 anos, diabético, foi submetido a retalho miocutâneo para reconstrução de parede abdominal. No 3º dia pós-operatório, apresenta área de pele escurecida, fria, com ausência de sinal capilar, ao lado de zona com cianose. Há drenagem sero-hemática moderada e glicemia de 250 mg/dL. Qual é a abordagem mais adequada para preservar o retalho e reduzir complicações?


A

Reabrir completamente o retalho e realizar desbridamento extenso imediato, removendo toda a área suspeita.


B

Iniciar antibioticoterapia empírica e manter o curativo local até regressão do processo inflamatório.


C

Reavaliar a perfusão do pedículo, corrigir fatores sistêmicos como glicemia e hidratação, e realizar desbridamento seletivo das áreas necróticas.


D

Indicar troca cirúrgica do retalho por outro de maior fluxo sanguíneo para evitar nova necrose.


E

Aplicar curativo compressivo e medidas físicas locais para favorecer a perfusão tecidual.

O domínio da anatomia e fisiologia aplicada à cirurgia plástica exige o conhecimento fino de planos de deslizamento, sistemas aponeuróticos, fáscias especializadas, trajetos vasculonervosos e suas variantes, pois os resultados estéticos e reconstrutivos dependem diretamente da preservação de vetores musculares funcionais, da manutenção de perfusão microvascular e da integridade de ligamentos e septos fibrosos que sustentam o envelope tegumentar. Sobre este tema, assinale a alternativa correta.


A

Em retalhos perfurantes de tronco e membros, a identificação do pedículo perfurante dominante ocorre habitualmente por meio de dissecção centrípeta partindo de vasos de maior calibre para vasos menores, dispensando o uso de doppler pré-operatório.


B

No lifting cervical profundo, a liberação do platisma não tem impacto na linha mandibular, pois o contorno da mandíbula depende majoritariamente da tração cutânea superficial, e não de vetores musculares profundos.


C

Em rinoplastia aberta, o septo representa elemento estrutural primário de suporte da ponta, e sua preservação/estruturação é decisiva para manter projeção e rotação a longo prazo.


D

No descolamento subgaleal no topo do crânio, a irrigação predominante vem totalmente da artéria temporal superficial, com ausência de contribuição significativa de outras origens vasculares.

A infecção hospitalar em cirurgia plástica envolve o risco de colonização e infecção de sítio cirúrgico, com especial impacto em cirurgias eletivas estéticas, uso de dispositivos implantáveis, manipulação de planos profundos e presença de biofilme. Considerando esse tema, analise as afirmativas a seguir.


I.A incidência de infecção em cirurgia com implantes (próteses mamárias) é maior que em cirurgias sem corpos estranhos, e a presença de biofilme é fator reconhecidamente relevante nesse aumento de risco.

II.Uma CCIH hospitalar plenamente estruturada deve atuar apenas em atividades administrativas e financeiras, sem responsabilidade pelo monitoramento de infecções, vigilância epidemiológica ou proposição de medidas de controle e prevenção.

III.Protocolos de antibioticoprofilaxia podem ser omitidos rotineiramente em cirurgias estéticas com implantes, se o paciente não apresentar comorbidades maiores, porque o risco absoluto é baixo.


Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.


A

II.


B

I e II.


C

I, II e III.


D

I e III.

Na ressecção de tumores craniofaciais extensos, o maior desafio reconstrutivo enfrentado pela equipe cirúrgica é:


A

Garantia de margens oncológicas amplas sem preocupação com reconstrução imediata.


B

Utilização exclusiva de enxertos de pele parcial para cobertura de grandes áreas.


C

Evitar reconstrução imediata para reduzir risco de recidiva tumoral.


D

Realizar apenas reconstrução estética, sem foco em função respiratória ou mastigatória.


E

Necessidade de reconstrução tridimensional que preserve função respiratória, mastigatória e estética facial.

Um paciente politraumatizado apresenta fratura complexa de mandíbula com deslocamento. De acordo com o caso, a conduta cirúrgica CORRETA para restabelecer a função mastigatória e a estética facial, deve ser:


A

Redução fechada com contenção elástica, sem necessidade de osteossíntese.


B

Utilização exclusiva de tração externa para reposicionamento ósseo.


C

Fixação interna rígida com placas e parafusos, garantindo estabilidade e alinhamento adequado.


D

Reconstrução imediata com enxertos ósseos autólogos, sem fixação interna.


E

Tratamento conservador com analgesia e dieta líquida até consolidação espontânea.

Na reconstrução de membros superiores após trauma de alta energia, com perda extensa de tecidos moles e exposição de estruturas nobres, a escolha de retalhos microcirúrgicos livres é frequentemente considerada. Nesse contexto, a principal vantagem dessa técnica em comparação com enxertos cutâneos ou retalhos locais, considerando aspectos funcionais e prognósticos, é


A

Reduzir tempo cirúrgico por dispensar anastomoses vasculares, sendo indicada em situações emergenciais em que não há disponibilidade de equipe especializada.


B

Eliminar necessidade de enxertos cutâneos convencionais, tornando-se técnica universal para qualquer tipo de perda tecidual, independentemente da extensão ou localização.


C

Garantir integração imediata sem risco de necrose tecidual, dispensando monitoramento pósoperatório rigoroso e acompanhamento especializado.


D

Permitir cobertura de grandes defeitos com tecido bem vascularizado, possibilitando integração estável, preservação da função e melhor resultado estético, ainda que exija anastomose vascular complexa e acompanhamento intensivo.


E

Substituir completamente técnicas de retalhos locais, sendo considerada abordagem definitiva em todos os casos de reconstrução de membros superiores.

Em relação ao transplante de tecidos compostos, como mãos ou face, o principal desafio clínico que diferencia esse procedimento dos transplantes de órgãos sólidos é:


A

Necessidade de imunossupressão contínua, associada ao risco de rejeição crônica e complicações infecciosas.


B

Complexidade técnica da anastomose vascular e nervosa, exigindo equipe multidisciplinar altamente especializada.


C

Impacto psicológico e social do paciente, que precisa lidar com identidade corporal e aceitação da nova aparência.


D

Risco aumentado de falência precoce do enxerto devido à maior exposição imunológica da pele e tecidos moles.


E

Todos os fatores acima, que se somam e tornam o transplante de tecidos compostos um dos maiores desafios da cirurgia reconstrutiva.

Na correção de deformidades craniofaciais, a distração osteogênica é utilizada como alternativa a enxertos ósseos. Sobre o tema, o princípio fisiológico que fundamenta essa técnica é:


A

Indução de ossificação endocondral por meio de estímulo hormonal sistêmico.


B

Formação óssea acelerada por deposição de matriz extracelular sem necessidade de estímulo mecânico.


C

Substituição direta de tecido fibroso por tecido ósseo em resposta à tração muscular.


D

Estímulo mecânico contínuo que promove neoformação óssea e adaptação de tecidos moles adjacentes.


E

Remodelamento ósseo espontâneo após fratura cirúrgica, sem necessidade de dispositivos externos.

Na correção da fissura labiopalatina, o objetivo principal da cirurgia primária realizada nos primeiros meses de vida é:


A

Garantir resultado estético imediato, sem preocupação com função alimentar ou fonatória.


B

Restabelecer continuidade anatômica e funcional do lábio e palato, favorecendo alimentação, fala e desenvolvimento psicossocial.


C

Evitar necessidade de cirurgias secundárias, tornando-se procedimento definitivo.


D

Priorizar apenas reconstrução do palato, deixando correção labial para idade adulta.


E

Realizar enxertos ósseos precoces para evitar deformidades dentárias futuras.

Um paciente submetido a abdominoplastia evolui com tromboembolismo pulmonar confirmado por angiotomografia. Com base nos fatores de risco associados às complicações tromboembólicas no pósoperatório de cirurgias eletivas, o aspecto mais relevante para prevenção dessa condição é:


A

Imobilização prolongada no pós-operatório, que favorece estase venosa nos membros inferiores, aumenta risco de trombose venosa profunda e constitui fator determinante para embolia pulmonar.


B

Uso inadequado de antibióticos profiláticos, que pode predispor a infecção sistêmica mas não está diretamente relacionado à formação de trombos venosos.


C

Hipotensão intraoperatória persistente, que compromete perfusão tecidual mas não é fator primário para tromboembolismo pós-operatório.


D

Restrição hídrica excessiva no pós-operatório, que pode levar a hipovolemia mas não constitui fator determinante para embolia pulmonar.


E

Presença de cicatrizes cirúrgicas anteriores, que pode dificultar técnica operatória mas não aumenta risco tromboembólico significativo.

 
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