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Caso clínico para as questões de 48 a 50.
Um paciente — motociclista com capacete —, vítima de acidente moto contra automóvel, foi ejetado da moto e apresentou impacto frontal direto do corpo contra anteparo fixo, sendo desconhecida a velocidade dos veículos quando da colisão. O paciente foi intubado na cena do trauma pela equipe médica, com colar cervical e prancha longa, e levado por unidade móvel avançada ao pronto-socorro. Sua avaliação primária era a seguinte: sob intubação orotraqueal com colar cervical; murmúrio vesicular abolido à direita, hemitórax direito timpânico à percussão; frequência cardíaca de 120 bpm, pulso filiforme, tempo de enchimento capilar maior que 3 s, extremidades frias, abertura de sínfise púbica em torno de 2 cm; pupilas isocóricas e fotorreagentes, Glasgow 3T; múltiplas escoriações em membros inferiores, aumento de volume e deformidade de coxa direita, ferimento corto-contuso extenso em couro cabeludo parietal à direita; ao toque retal, próstata tópica, sem espículas ósseas.
Considerando esse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta as condutas que devem ser tomadas, de acordo com os princípios do ATLS, com base na avaliação primária descrita.
manter o colar cervical; realizar radiografia de tórax para avaliar presença de pneumotórax ou hemotórax; fazer acesso venoso periférico em membros superiores com infusão de ringer lactato aquecido; realizar FAST na sala do trauma; fechar anel pélvico com lençol
checar se tubo orotraqueal está bem posicionado, de preferência através de capnografia; manter colar cervical; realizar punção de alívio em hemitórax direito, seguido de drenagem deste; fazer acesso venoso periférico com infusão de ringer lactato e acionar protocolos de transfusão de hemoderivados; realizar FAST na sala do trauma; fechar anel pélvico com lençol; passar sonda vesical de demora
realizar radiografia, a qual é suficiente para checar tubo orotraqueal; manter colar cervical; realizar drenagem de hemitórax direito; fazer dissecção de veias safenas bilateralmente; realizar infusão de ringer lactato e acionar protocolos de transfusão de hemoderivados; realizar FAST na sala do trauma; fechar anel pélvico com lençol; passar sonda vesical de demora
manter colar cervical; realizar punção de alívio em hemitórax direito, seguido de drenagem deste; realizar dissecção de veias safenas bilateralmente; realizar infusão de ringer lactato e acionar protocolos de transfusão de hemoderivados; realizar FAST na sala do trauma; solicitar avaliação de ortopedistas, para que fixem bacia na sala do trauma; passar sonda vesical de demora
checar se tubo orotraqueal está bem posicionado através de ausculta do epigastro; realizar drenagem de hemitórax direito; fazer acesso venoso periférico com infusão de ringer lactato; realizar FAST na sala do trauma; não passar sonda vesical de demora, devido ao risco de lesão de uretra associado à fratura de bacia