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As respostas cardíaca e vascular aos agonistas adrenérgicos são mediadas por receptores. De forma simplificada, o coração contém principalmente receptores Beta‑1; os pulmões contêm receptores Beta‑2; e os vasos sanguíneos contêm tanto receptores Beta‑2 quanto alfa‑adrenérgicos. Acerca das principais medicações de uso na terapêutica cardiovascular e os seus mecanismos de ação, assinale e alternativa correta.
A norepinefrina tem efeitos agonistas beta‑1 e alfa‑adrenérgicos. Causa redução da resistência vascular sistêmica, do fluxo sanguíneo renal e da demanda miocárdica de oxigênio. Pode ser útil em pacientes com colapso cardiovascular associado à vasoconstrição periférica.
A dobutamina é uma mistura racêmica com ações complexas envolvendo receptores alfa e beta‑adrenérgicos. Em crianças, promove aumento na contratilidade e no débito cardíaco, além de efeitos importantes na resistência vascular pulmonar.
A epinefrina é produzida pela medula adrenal e tem efeitos extremamente potentes nos receptores alfa e beta‑adrenérgicos. Em doses altas, produz aumento da frequência cardíaca, da contratilidade e da pressão arterial sistólica devido à estimulação de receptores beta‑1‑adrenérgicos.
O principal efeito tóxico da epinefrina com risco à vida é a indução de arritmias atriais. Além disso, aumenta as necessidades de oxigênio do miocárdio por causa de seus efeitos inotrópico e lusitrópico.
A dobutamina é frequentemente utilizada nas situações em que o principal objetivo da terapia é melhorar a contratilidade ventricular.