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Com relação ao choque hipovolêmico por perda hemorrágica nos pacientes traumatizados, muitos conceitos têm sido estudados nas últimas décadas. Atualmente, considera-se verdadeiro:
a administração precoce de hemocomponentes com uma baixa proporção de concentrado de hemácias, plasma e plaquetas podem prevenir o desenvolvimento de coagulopatia e trombocitopenia nos choques grau III e IV.
a administração inicial de 40 mL/kg em adultos de soro fisiológico (SF) 0,9% é mais indicada que o Ringer Lactato (RL), pela menor quantidade de cloro do SF, evitando-se acidose metabólica hiperclorêmica.
se a pressão arterial do paciente aumentar rapidamente antes que a hemorragia tenha sido definitivamente controlada, pode ocorrer menos sangramento por vasoconstrição periférica.
as terapias com solução salina hipertônica e manitol são consagradas no controle da hipotensão arterial no paciente adulto e pediátrico em choque hipovolêmico grave.
deve-se manter a pressão arterial acima da média na ressuscitação de fluidos, para equilibrar a oxigenação e perfusão de órgãos e tecidos com a prevenção de ressangramento, sendo esta técnica denominada “ressuscitação controlada”