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Gestante com 41 semanas de idade gestacional é admitida no centro obstétrico com história de ruptura de membranas há cerca de 1 hora e prolapso de cordão umbilical, sendo encaminhada para cesárea de emergência por bradicardia fetal. Recém-nascido nasce em assistolia, em mau estado geral e necessita de intubação traqueal, massagem cardíaca e duas doses de adrenalina para recuperar a frequência cardíaca e mantê-la acima de 100 bpm. Os escores de Apgar foram de 0, 1 e 2, respectivamente no 1º, 5º e 10º minutos. A gasometria arterial imediatamente após admissão na UTI neonatal mostrou pH = 6,96; PCO2 = 36 mmHg; pO2 = 108 mmHg; bicarbonato = 8,4 mEq/L; BE = -22 mmol/L. Em relação ao caso, assinale a alternativa correta.
A presença de convulsões nas primeiras 24 horas de vida, de estado hiperalerta, hiperatividade neuromuscular e hiper-reflexia profunda indicam que a gravidade da encefalopatia é de moderada a grave.
O eletroencefalograma de amplitude integrada (aEEG) tem tido uso crescente para avaliação do padrão de atividade de fundo, embora ainda tenha limitações para detectar algumas convulsões quando comparado ao EEG convencional.
Distúrbios metabólicos muitas vezes concomitantes, tais como hipoglicemia e hipercalcemia devem ser diagnosticados e adequadamente tratados, pois podem agravar o dano neurológico.
Outros órgãos e sistemas podem ser acometidos, particularmente os rins, podendo evoluir com insuficiência renal aguda oligoanúrica, cujo manejo requer reposição volêmica agressiva.
O risco de dano neurológico nos quadros graves de asfixia perinatal diminui com a hipotermia terapêutica, recomendando-se seu início até 12 horas de vida e mantendo-se a temperatura retal entre 32 e 34 ºC por 72 horas.