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A pele exerce um papel vital no período neonatal ao prover uma barreira protetora que auxilia na prevenção de infecções, atuar no controle da termorregulação e da perda insensível e intermediar a percepção de estímulos tácteis e dolorosos. Ao mesmo tempo, sabe-se que o ambiente de cuidados intensivos neonatais é particularmente desafiador no que diz respeito à manutenção da sua integridade, em razão da necessidade de inúmeras intervenções, tais como uso de adesivos em curativos e eletrodos, inserção de cateteres para infusão de líquidos e medicamentos e exposição a substâncias potencialmente tóxicas. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.
Para recém-nascidos internados em unidade de terapia intensiva neonatal, recomenda-se o banho diário com sabonete suave, não alcalino, a fim de evitar ou postergar a colonização da pele por patógenos potencialmente invasivos.
No cuidado do coto umbilical, recomenda-se limpeza com água e sabão durante o primeiro banho, mantendo-se a partir daí a área limpa e seca e aplicando-se rotineiramente álcool 70% 2 vezes ao dia, até a queda do coto.
Recém-nascidos com idade gestacional < 32 semanas e/ou peso de nascimento < 1.200 g devem ser mantidos em incubadoras com umidade relativa de 30 a 50% na primeira semana de vida, a fim de minimizar as perdas evaporativas.
O uso de solução antisséptica de povidona-iodo deve ser restrito no período neonatal, em razão do risco de afetar a função tireoidiana do recém-nascido.
Os emolientes devem ser aplicados rotineiramente nos recém-nascidos prematuros extremos, para prevenir e tratar soluções de continuidade e ressecamento da pele desses pacientes, minimizando o risco de infecções.