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Paciente de 52 anos, com o diagnóstico de câncer de mama...

Paciente de 52 anos, com o diagnóstico de câncer de mama, triplo negativo. Apresenta progressão após quatro linhas de tratamento paliativo, com metástases ósseas, pulmonares e hepáticas. Interna por linfangite carcinomatosa, que não remite com nova linha de tratamento. A paciente expressa claramente, na presença do marido, que, frente às limitações impostas pela doença e à falta de opções de tratamento futuro, não deseja intervenções como entubação orotraqueal ou diálise por qualquer via. Nesse momento, está consciente e orientada, sem sinais ou sintomas de depressão, e a sua diretriz é registrada em prontuário. Posteriormente, apresenta quadro de sonolência, rebaixamento do nível de consciência e piora da função respiratória, com necessidade crescente de O2. A ressonância magnética de crânio revela incontáveis metástases cerebrais, responsáveis pela sonolência e pelo rebaixamento do nível de consciência. A filha da paciente não concorda com a decisão de não entubação orotraqueal da mãe.

Nesse caso,


A

deve ser encaminhada para a UTI e, em caso de falência respiratória, proceder à entubação, se a filha estiver presente.


B

como não há documento registrado em cartório, deve ser encaminhada para a UTI e deve ser realizada a entubação com suporte ventilatório, se necessário.


C

o desejo do marido deve ser atendido, independentemente do desejo da paciente, pois ele é seu representante legal.


D

deve ser respeitada a vontade da paciente, priorizando as medidas de conforto, e não realizar procedimentos invasivos.


E

como a paciente está com a consciência rebaixada e não pode reafirmar seu desejo de não intervenção, devemos proceder à entubação orotraqueal com suporte ventilatório.