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Homem de 57 anos, tabagista (27 anos.maço), previamente hígido e assintomático, realizou tomografia de tórax após queda de altura, que mostrou massa pulmonar de 5,2 cm, em lobo superior de pulmão esquerdo, invadindo a fissura oblíqua e estendendo-se até o hilo. Broncoscopia flexível: invasão de carina secundária, com lesão distando 4cm da carina principal. Espirometria: Volume expiratório forçado (VEF1) predito pós-operatório de 63% e difusão de monóxido de carbono (DLCO) predita pós-operatória de 74%. Avaliação cardiológica: normal. Quanto à possibilidade de ressecção cirúrgica curativa, analise as alternativas abaixo e assinale a alternativa correta.
Devido ao VEF1 e DLCO preditos pós-operatórios inferiores a 80%, a pneumonectomia esquerda está contraindicada e o paciente é candidato a lobectomia superior esquerda com linfadenectomia mediastinal
Apesar da avaliação cardiológica normal, considerando que está indicada pneumonectomia esquerda, este paciente deve obrigatoriamente ser submetido a testes invasivos de isquemia miocárdica
Se realizada pneumonectomia esquerda, para o pós-operatório deve ser programada a conexão do dreno torácico de imediato em aspiração contínua, a fim de promover acomodação rápida do mediastino em direção à cavidade pleural esquerda vazia
Independente da ressecção realizada, no pós-operatório, devido à necessidade de ligadura/grampeamento de vasos do hilo pulmonar, é necessário início de anticoagulação plena no 1º pós operatório para evitar eventos tromboembólicos
Considerando os valores de VEF1 e DLCO, o paciente é apto à pneumonectomia esquerda. Antes, deve ser submetido obrigatoriamente a estadiamento cirúrgico do mediastino, através de mediastinoscopia videoassistida ou ultrassonografia endobrônquica