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O tratamento do derrame pleural maligno é desafiador nos casos em que não se consegue confirmação diagnóstica com análise do líquido obtido na primeira toracocentese. Quando isso acontece, novas abordagens buscando confirmação diagnóstica podem ser tentadas na recidiva do derrame. Quanto a esses casos de recidiva, assinale a alternativa correta.
Em todos os derrames pleurais malignos recidivados sem confirmação diagnóstica, deve ser realizada videotoracoscopia, visto que a citopatologia negativa na primeira amostra implica em citopatologia também negativa se tentada segunda toracocentese
Como o achado de células neoplásicas no líquido pode ser falso negativo, é recomendado fazer biópsia pleural sob anestesia local, com agulha de Cope ou de Abrams, em todos os casos, já na primeira toracocentese
Nos pacientes com derrame pleural suspeito para malignidade, a toracocentese inicial só deve ser realizada se guiada por ultrassonografia e se houver tomografia prévia, para avaliar locais de possíveis implantes pleurais
No derrame pleural neoplásico recidivado, a única forma de estimar o volume de líquido a ser esvaziado na segunda toracocentese é a manometria pleural, visto que sinais clínicos (tosse, desconforto ou dor) não são confiáveis para determinar a interrupção do procedimento
Para pacientes com recidiva de derrame neoplásico, se houver condições clínicas adequadas para sedação e para tolerar a resposta inflamatória sistêmica da pleurodese química e se o paciente tiver prognóstico de sobrevida superior a 6 meses, este procedimento pode ser feito utilizando talco, a iodopovidona, nitrato de prata ou bleomicina