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Considerando o aumento crescente de sobrevida dos pacientes no ambiente de terapia intensiva, devido a aumento de estratégias terapêuticas disponíveis para doenças graves, tem havido aumento consequente de pacientes em ventilação mecânica com usos de dispositivos de via aérea definitiva e, portanto, em risco para desenvolvimento de estenose traqueal, que pode ser grave e fatal, quando ocasiona oclusão de 70% da luza traqueal ou mais. Quanto ao tratamento da estenose traqueal na emergência, leia as alternativas abaixo e assinale a correta.
Todos os pacientes com histórico de intubação orotraqueal nos últimos 30 dias e readmissão no departamento de emergência com queixa de dispneia súbita, com estridor ao exame físico e progressão para insuficiência respiratória, devem ser encaminhados para broncoscopia rígida, diagnóstica e terapêutica, em caráter de emergência. A tentativa de intubação em casos graves, com dessaturação, não deve ser tentada sem broncoscopia antes
Para os pacientes com histórico de intubação orotraqueal nos últimos 30 dias e readmissão no departamento de emergência com queixa de dispneia súbita, com estridor ao exame físico e progressão para insuficiência respiratória, a única hipótese diagnóstica plausível para obstrução traqueal é a estenose
Para os pacientes com estenose crônica madura, já diagnosticada, estáveis, em ventilação em ar ambiente, e calcificação extensa da parede da traquéia, sem sucesso à tentativa de dilatação com broncoscópio rígido ou balão, deve ser considerada a traqueoplastia com traqueofissura e enxerto de cartilagem costal
Para o tratamento de estenoses crônicas da traqueia em pacientes com área extensa de processo inflamatório traqueal, acometendo mais de 2/3 do comprimento da traqueia e com malacia associada, a única opção disponível para tratamento é o tubo em T de Montgomery, o qual deve ser trocado 1 vez a cada 3 meses, a fim de evitar infecção da órtese
Duas das principais alternativas não cirúrgicas para o tratamento da estenose traqueal são o laser de argônio e a aplicação tópica de mitomicina, que só tem eficácia comprovada quando utilizados de forma combinada, sendo o laser inicial e a mitomicina a seguir, no mesmo tempo anestésico