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Uma paciente, de 61 anos de idade, procurou assistência médica por apresentar, há dois meses, aumento progressivo do volume abdominal, dores abdominais e emagrecimento. Durante a anamnese, a paciente negou outros sintomas. No exame físico, foram detectados sinais de ascite de médio volume. Após a investigação clínica e laboratorial, a paciente recebeu a hipótese diagnóstica de tumor de ovário, estadiamento clínico IIIC (FIGO).
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa incorreta acerca dos exames complementares no diagnóstico dos tumores epiteliais de ovário.
A avaliação quanto à presença de mutações germinativas nos genes BRCA1 e BRCA2 é mandatória para os carcinomas epiteliais não mucinosos.
A pesquisa de mutação do gene TP53 deve ser realizada nas pacientes com estágios avançados dos carcinomas epiteliais de ovário, para aconselhamento genético.
Se confirmada histologia epitelial mucinosa, a dosagem sanguínea do marcador tumoral antígeno carcinoembriônico deve ser realizada, além de exames de endoscopias do trato gastrintestinal.
Deve ser realizada a dosagem sanguínea do marcador tumoral CA125, porque o valor de CA125 é utilizado para monitorar a resposta ao tratamento e a detecção da recorrência tumoral.
Em virtude de a presença de deficiência de recombinação homóloga ser preditora de benefício com o tratamento com inibidores de proteínas dessa via de reparo, deve ser investigada a expressão da enzima poli adenosina difosfato ribose/polimerase (PARP).